O advogado e capoeirista Jales Java dos Santos Lacerda Caliman chamou a atenção do público e viralizou nas redes sociais após realizar movimentos de capoeira durante uma audiência em Goiânia, na última terça-feira (15).
O caso ganhou destaque pelo inusitado: Caliman estava se representando em um processo judicial referente a um incidente ocorrido em 2021, durante a pandemia de covid-19, na cidade de Ceres (GO). Na ocasião, ele se recusou a usar máscara em uma Unidade de Pronto Atendimento.
Durante a audiência, Caliman iniciou sua defesa com uma poesia e logo após passou a fazer movimentos de capoeira diante do juiz:
“A gente leva rasteiras, tem delas que vêm para matar, mas quando a rasteira não mata, aproveite para se levantar”, afirmou, enquanto realizava a performance.
E o advogado que jogou capoeira durante um julgamento em Goiás?
— Fotos de Fatos (@FotosDeFatos) July 16, 2025
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Acusações contra o advogado
Jales Caliman responde por uma série de acusações, incluindo:
- Ameaça
- Infração de medida sanitária preventiva
- Desobediência
- Desacato a funcionário público
- Inovação artificiosa do estado de lugar, coisa ou pessoa
- Porte de drogas para uso pessoal
Na audiência, ele solicitou a exclusão da ação penal e apresentou um pedido de habeas corpus.
Contestando o auto de prisão
Durante sua defesa, Caliman questionou a legalidade do auto de prisão em flagrante:
“Eu impetrei um habeas corpus contra a ata do delegado porque o auto de prisão em flagrante foi lavrado sem a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O entendimento dele, eu peço vênias aqui para dizer que essas divergências ocorrem”, declarou.
Apesar dos argumentos apresentados, o juiz da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) negou o pedido de habeas corpus. Na decisão, afirmou que não se convenceu “da ocorrência simultânea dos pressupostos autorizadores dos benefícios que inspiram a concessão da medida acautelatória”.
O vídeo do momento em que Caliman mistura defesa legal com capoeira segue circulando nas redes e gerando comentários sobre a inusitada estratégia judicial.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Divulgação