A ministra Isabel Gallotti deixou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (19), encerrando seu biênio iniciado em novembro de 2023. Sua última participação em plenário ocorreu na véspera, já que a saída foi antecipada devido ao feriado da Consciência Negra. Durante os dois anos na Corte, Gallotti ocupou a Corregedoria-Geral Eleitoral e teve papel central em julgamentos de grande repercussão política.
Ao longo do mandato, Gallotti votou pela cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por suspeita de uso da máquina pública nas eleições de 2022, e também pela perda de mandato do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), por abuso de poder político e econômico. A ministra também decidiu arquivar o inquérito que investigava ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eletrônico de votação, alegando que o prazo legal para abertura de novas ações já havia expirado.
Com sua saída, alterações internas foram desencadeadas na composição do TSE. Gallotti, que também integra o Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentou o ministro Antonio Carlos Ferreira como seu substituto na Corregedoria-Geral Eleitoral — área responsável por fiscalizar os serviços eleitorais e orientar rotinas de cartórios e corregedorias em todo o país. Ferreira assumirá a função durante o ciclo eleitoral de 2026.
Além disso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, até então o substituto mais antigo do STJ no Tribunal Eleitoral, passa a ocupar a vaga de ministro efetivo. O TSE informou que as posses de Cueva e Ferreira ocorrerão na primeira quinzena de dezembro, em datas ainda a serem confirmadas.
Com a nova configuração, o ministro Sebastião Alves dos Reis Júnior permanece como único substituto indicado pelo STJ até que um novo nome seja selecionado para completar a composição da Corte.
Fonte/Créditos: Poder 360
Créditos (Imagem de capa): Foto: Luiz Roberto/TSE
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