Os líderes do G7, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deram um respaldo claro à Ucrânia nesta terça-feira (16) e concordaram em aumentar a pressão sobre a Rússia para levá-la a uma negociação. A principal medida em discussão é a imposição de novas sanções ao petróleo russo, que haviam sido suspensas durante o conflito no Oriente Médio. Trump afirmou que as restrições podem ser retomadas “em breve”, assim que o Estreito de Ormuz for totalmente reaberto.
A declaração foi feita durante a cúpula do G7 em Évian, no leste da França, que conta com a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, como convidado. Segundo fontes diplomáticas francesas, a pressão adicional sobre Moscou deve se concentrar em novas sanções às exportações de petróleo russo, uma vez que o desbloqueio do Estreito de Ormuz — anunciado na segunda-feira (15) — já começa a aliviar os preços do barril no mercado internacional.
Trump: “O petróleo já está fluindo”
A suspensão parcial das sanções ao petróleo russo havia sido adotada pelos Estados Unidos para conter a forte alta dos preços do crude provocada pela guerra contra o Irã, que interrompeu a navegação no Estreito de Ormuz. Com o acordo de paz entre Washington e Teerã, Trump avaliou que a situação mudou.
“Em breve poderemos fazer isso, porque o petróleo já está fluindo” pelo Estreito de Ormuz, afirmou Trump, referindo-se à retomada das sanções contra a Rússia.
Unidade do G7 e papel da Europa
Durante a sessão dedicada à guerra na Ucrânia, que durou cerca de uma hora e meia, todos os membros do G7 — Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá, além dos EUA — reafirmaram sua posição unitária de apoio a Kiev.
As fontes francesas destacaram que o objetivo do presidente Emmanuel Macron ao pautar o tema foi justamente assegurar que os Estados Unidos se mantenham como um “sócio confiável” no conflito, após os desentendimentos entre Trump e Zelensky no passado.
Apesar do discurso de unidade, ainda não está claro de que forma Washington concretizará a pressão sobre a Rússia. Atualmente, os parceiros europeus financiam quase exclusivamente o armamento da Ucrânia — desde o início de 2025, Trump vem reduzindo a contribuição americana, embora os EUA ainda forneçam informações de inteligência, especialmente as coletadas por satélites.
Encontro bilateral e próximos passos
A reunião sobre a Ucrânia foi precedida por um encontro presencial entre Zelensky e Macron, que quis recebê-lo publicamente no jardim do hotel onde ocorre a cúpula. Está previsto um novo encontro bilateral entre Trump e Zelensky ainda durante o evento, que segue até esta quarta-feira (17) em Évian.
Trump, que chegou à França mostrando disposição para se envolver novamente na resolução do conflito, afirmou que “talvez” possa “fazer algo” sobre a guerra.
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