Nesta quarta-feira (6), uma testemunha prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre o caso envolvendo uma técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão em um hospital de Brasília.
O homem, que também trabalha na unidade onde o caso teria ocorrido, afirmou que não viu o momento do suposto tapa. No entanto, relatou que encontrou a colega logo depois e percebeu que os óculos dela estavam tortos, o que, segundo a vítima, teria sido causado pela ação do parlamentar. As informações são do Metrópoles.
De acordo com a denúncia da profissional, o episódio aconteceu na última quinta-feira (30), durante um exame. No mesmo dia, ela registrou boletim de ocorrência. O hospital informou que abriu uma apuração interna e que a funcionária está afastada por orientação médica.
A técnica relatou que o senador realizava uma angiotomografia de tórax e coronárias. Ela disse que conduziu o paciente até a sala, fez a monitorização e iniciou o procedimento com acesso venoso.
Durante a aplicação do contraste, o equipamento identificou uma obstrução e interrompeu o processo. Ao verificar, a profissional constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente.
Segundo o relato, ao explicar a necessidade de compressão no local, o senador teria reagido de forma agressiva. Ela afirma que ele se levantou e, ao se aproximar para prestar assistência, recebeu um tapa no rosto, além de ter sido ofendida com palavras como “imunda” e “incompetente”. O parlamentar nega as acusações.
VERSÃO DO SENADOR
O senador Magno Malta negou a agressão e se pronunciou por meio de vídeo.
– Continuo internado no hospital e, mesmo assim, estão tentando me acusar de agredir uma técnica de enfermagem. Isso é mentira! Um absurdo – declarou Malta.
Em boletim de ocorrência, a técnica reiterou que acompanhou o senador até a sala de exame e que sofreu a agressão durante o procedimento.
No mesmo dia, o parlamentar havia sido levado ao hospital após apresentar mal súbito.
A assessoria informou que houve falha técnica no procedimento com contraste, causando dor intensa ao senador, mesmo após alertas feitos por ele à equipe.
– Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento). Ressalta-se que Magno Malta possui dificuldades de locomoção e poderia ter sofrido queda ou agravamento do quadro em razão da desorientação causada pelo episódio, o que evidencia a gravidade e a irresponsabilidade da condução adotada. Já no quarto, os fatos envolvendo a conduta da profissional contra o paciente foram imediatamente relatados à direção do hospital e à equipe médica, além de registrados por sua filha e sobrinhos. Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido.
Fonte/Créditos: pleno News
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