Tiro na cabeça
O oficial voltou a falar que estava tomando banho quando, segundo ele, Gisele deu um tiro na própria cabeça. Ao ver a esposa caída no chão, com sangramento na cabeça, Neto disse que não prestou os primeiros socorros à mulher, pois não tinha os equipamentos necessários para atender Gisele, mesmo tendo o conhecimento técnico para isso, aprendido na corporação.
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O homem ainda negou ter alterado a cena do crime, nem chegado perto do corpo da esposa. Ele acionou a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros para o resgate. O oficial narrou a chegada de três bombeiros com equipamentos de resgate, como desfibrilador, maca e etc.
Passou mal e tomou segundo banho
Na conversa, o tenente-coronel afirmou que começou a passar mal durante o atendimento da esposa, com a pressão arterial chegando a 20 por 18, medido por um médico que estava no local. Ele diz ter precisado tomar dois remédios para controlar a situação e ainda teria ouvido de um profissional da saúde que ele estaria prestes a ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou infarto.
Em meio a essa situação, o oficial teria ido tomar um segundo banho. Na versão oficial do inquérito policial, depoimentos de policiais envolvidos no atendimento apontam que os agentes recomendaram Neto a não tomar banho e ir direto para a delegacia para prestar esclarecimentos. Porém, na fala ao vivo, o tenente-coronel contou que não recebeu nenhuma recomendação quanto ir tomar o segundo banho.
Além disso, ele contou que não se sujou de sangue com o ocorrido, mas precisou se banhar pela carga emocional que o ocorrido gerou.
O tenente-coronel também negou ter usado o seu cargo policial para interferir na investigação, dizendo que estava no local como morador do apartamento que acabou de ver a esposa morta, não como policial.
Banheiro seco e marca no pescoço
O policial também falou sobre dois tópicos levantados durante a investigação que geraram dúvidas quanto ao depoimento do coronel.
A primeira foi sobre o banheiro seco. Uma das versões relatadas pelo próprio oficial é a de que ele estaria no banho quando ouviu um barulho vindo do apartamento. Ao sair do banheiro, segundo disse, encontrou a esposa caída no chão e fez as ligações de emergência.
Testemunhas, no entanto, relataram que o chão do apartamento estava seco, enquanto o coronel afirma ter saído do chuveiro instantes antes.
Em entrevista ao vivo, Neto contou negou a versão das testemunhas, dizendo que inclusive deixou o chuveiro ligado.
Sobre as marcas de estrangulamento analisadas pelo laudo médico no pescoço da vítima, o tenente-coronel negou ter sido o autor das lesões e levantou a hipótese de ter sido a filha de Gisele, um criança de sete anos, durante uma caminhada em que a menina ficou no colo da mãe, com as mãos no pescoço dela.
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