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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Tenente-coronel quebra silêncio sobre esposa PM encontrada morta

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto negou ter matado a esposa PM e tentou esclarecer pontos levantados sobre o caso

Tenente-coronel quebra silêncio sobre esposa PM encontrada morta
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tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto quebrou o silêncio e se pronunciou nesta terça-feira (11/3) sobre o caso em que sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, dentro do apartamento em que morava no bairro do Brás, no centro de São Paulo.

Em entrevista dada à TV Record, Neto falou pela primeira vez sobre o ocorrido. Em uma conversa longa, o tenente-coronel negou ter matado a companheira e reafirmou a versão de que a mulher teria tirado a própria vida.

Tiro na cabeça

O oficial voltou a falar que estava tomando banho quando, segundo ele, Gisele deu um tiro na própria cabeça. Ao ver a esposa caída no chão, com sangramento na cabeça, Neto disse que não prestou os primeiros socorros à mulher, pois não tinha os equipamentos necessários para atender Gisele, mesmo tendo o conhecimento técnico para isso, aprendido na corporação.

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O homem ainda negou ter alterado a cena do crime, nem chegado perto do corpo da esposa. Ele acionou a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros para o resgate. O oficial narrou a chegada de três bombeiros com equipamentos de resgate, como desfibrilador, maca e etc.

Passou mal e tomou segundo banho

Na conversa, o tenente-coronel afirmou que começou a passar mal durante o atendimento da esposa, com a pressão arterial chegando a 20 por 18, medido por um médico que estava no local. Ele diz ter precisado tomar dois remédios para controlar a situação e ainda teria ouvido de um profissional da saúde que ele estaria prestes a ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou infarto.

Em meio a essa situação, o oficial teria ido tomar um segundo banho. Na versão oficial do inquérito policial, depoimentos de policiais envolvidos no atendimento apontam que os agentes recomendaram Neto a não tomar banho e ir direto para a delegacia para prestar esclarecimentos. Porém, na fala ao vivo, o tenente-coronel contou que não recebeu nenhuma recomendação quanto ir tomar o segundo banho.

Além disso, ele contou que não se sujou de sangue com o ocorrido, mas precisou se banhar pela carga emocional que o ocorrido gerou.

O tenente-coronel também negou ter usado o seu cargo policial para interferir na investigação, dizendo que estava no local como morador do apartamento que acabou de ver a esposa morta, não como policial.

Banheiro seco e marca no pescoço

O policial também falou sobre dois tópicos levantados durante a investigação que geraram dúvidas quanto ao depoimento do coronel.

A primeira foi sobre o banheiro seco. Uma das versões relatadas pelo próprio oficial é a de que ele estaria no banho quando ouviu um barulho vindo do apartamento. Ao sair do banheiro, segundo disse, encontrou a esposa caída no chão e fez as ligações de emergência.

Testemunhas, no entanto, relataram que o chão do apartamento estava seco, enquanto o coronel afirma ter saído do chuveiro instantes antes.

Em entrevista ao vivo, Neto contou negou a versão das testemunhas, dizendo que inclusive deixou o chuveiro ligado.

Sobre as marcas de estrangulamento analisadas pelo laudo médico no pescoço da vítima, o tenente-coronel negou ter sido o autor das lesões e levantou a hipótese de ter sido a filha de Gisele, um criança de sete anos, durante uma caminhada em que a menina ficou no colo da mãe, com as mãos no pescoço dela.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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