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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
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Tarcísio sobre fim da escala 6x1: 'Não adianta cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador'

Para governador de São Paulo, mudança mal calibrada pode levar a perda de renda e informalidade ao gerar mais encargos para empresas.

Tarcísio sobre fim da escala 6x1: 'Não adianta cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador'
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (18) que o debate sobre mudanças na jornada de trabalho, incluindo o possível fim da escala 6x1, seja feito com cautela para evitar impactos negativos sobre trabalhadores e empresas.

A declaração foi dada durante a abertura da 40ª edição da APAS Show, considerada a maior feira do setor supermercadista do país.

Segundo Tarcísio, melhorar as condições de trabalho é um objetivo legítimo, mas mudanças sem planejamento podem gerar perda de renda, aumento da informalidade e dificuldades para empresas que geram empregos.

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“Todo mundo quer que o trabalhador possa passar mais tempo em casa, possa ter uma escala melhor e ganhar a mesma coisa, possa estar com seus entes queridos. Mas a gente não pode enganar o trabalhador”, afirmou.

O governador questionou ainda a ausência de discussões sobre redução de encargos para empregadores.

“Não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador. Quem está falando hoje de desoneração do empregador?”, declarou.

A proposta de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas e acabar com a escala 6x1 vem avançando no Congresso Nacional e se tornou uma das principais bandeiras defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o discurso, Tarcísio afirmou que trabalhadores que tiverem redução de jornada, mas perderem poder de compra, poderão buscar renda extra em trabalhos informais.

“Ele vai ter que perder o tempo livre fazendo bico pra garantir o mínimo de renda, e isso é extremamente preocupante”, disse.

O governador também afirmou que o setor supermercadista paulista já adota, em diversos casos, escalas 5x2 com manutenção da carga horária, modelo que, segundo ele, ajuda a preservar renda e formalidade.

Tarcísio defendeu que o debate leve em conta os custos trabalhistas enfrentados pelas empresas.

“Imagina aquele empregador que hoje paga R$ 3 mil para o seu funcionário, mas queria pagar R$ 6 mil e não paga porque esse dinheiro é subtraído por meio de encargos pesados”, exemplificou.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também participou do evento, afirmou que o governo pretende buscar diálogo entre trabalhadores e empresários para encontrar uma solução equilibrada.

“A política é essa arte do abraço coletivo, do bem comum, de nós buscarmos as melhores soluções”, declarou.

Já o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que o tema precisa amadurecer antes de uma eventual decisão e alertou para possíveis impactos em contratos públicos e concessões.

Créditos (Imagem de capa): Crédito: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

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