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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
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STF dá 48 horas para Câmara explicar viagem de Mário Frias ao exterior

STF determinou prazo de 48 horas para Câmara informar situação funcional do deputado do PL

STF dá 48 horas para Câmara explicar viagem de Mário Frias ao exterior
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20) que a Câmara dos Deputados explique, em até 48 horas, a situação funcional do deputado federal Mário Frias (PL-SP), apontado como produtor executivo do filme “Dark Horse”, obra sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi tomada em segredo de Justiça e direcionada ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O STF quer esclarecimentos sobre o período de missão e afastamento concedido ao parlamentar.

Segundo informações do processo, Mário Frias viajou recentemente para o Bahrein em uma agenda organizada pelo país do Oriente Médio. Atualmente, ele estaria em Dallas, nos Estados Unidos.

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O caso ganhou novos desdobramentos após tentativas frustradas de notificação do deputado. Na segunda-feira (18), um oficial de Justiça foi até o endereço informado pela Câmara dos Deputados, em Brasília, mas foi informado pelo porteiro de que Frias não mora no local há cerca de dois anos.

Já no último dia 13, o STF tentou contato por telefone com o gabinete do parlamentar. Segundo relato da secretária, Frias estaria em “missão internacional” e sem previsão de retorno ao Brasil.

De acordo com a apuração, o Supremo já havia tentado notificar o deputado em outras ocasiões, incluindo os dias 31 de março, 7 de abril e 14 de abril.

Mário Frias é alvo de uma investigação preliminar no STF sobre suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual GoUp Entertainment, responsável pela produção do filme “Dark Horse”.

A investigação chegou à Corte após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também ligado ao projeto do longa, teve o mandato cassado no fim do ano passado após faltas na Câmara. Segundo informações divulgadas anteriormente, ele havia solicitado licença não remunerada ao deixar o país, mas não renovou o afastamento.

Em manifestações anteriores, Mário Frias negou irregularidades e afirmou que as emendas destinadas ao projeto seguem critérios legais. O parlamentar cita ainda parecer da Advocacia da Câmara apontando ausência de inconsistências ou vícios formais.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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