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Sexta-feira, 26 de Junho 2026
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Socorristas correm para encontrar vítimas dos terremotos na Venezuela

Ao menos 235 pessoas morreram e milhares ficaram feridas após tremores mais fortes registrados no país em mais de um século; Itamaraty confirma morte de dois brasileiros

Socorristas correm para encontrar vítimas dos terremotos na Venezuela
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Já se passaram mais de 28 horas desde que a Venezuela foi atingida por seu terremoto mais forte em mais de um século. O número de mortos em decorrência dos tremores subiu para 235, segundo o ministro da Saúde do país, Carlos Alvarado, em entrevista à televisão estatal venezuelana na noite de quinta-feira (25).

"Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que chegam sem sinais vitais ou que falecem ao chegar aos nossos centros de saúde", afirmou Alvarado.

Historicamente, as primeiras 48 a 72 horas após um tremor são amplamente consideradas a “janela de ouro” para alcançar pessoas soterradas com vida. Depois desse período, as chances de sobrevivência sem uma fonte de água diminuem rapidamente.

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Alguns estudos indicam que a maioria dos resgates com sobreviventes ocorre dentro dos primeiros cinco ou seis dias. Equipes de resgate seguem a chamada “regra dos quatro”, que parte do princípio de que uma pessoa pode sobreviver quatro minutos sem ar, quatro dias sem água e quatro semanas sem comida.

Mas pesquisas sugerem que esses “prazos rígidos e universais” podem ser imprecisos, já que a sobrevivência pode ser prolongada em condições raras.

Após o devastador terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia e a Síria em 2023, pessoas continuaram sendo retiradas com vida dos escombros 10 dias depois do tremor, contrariando as expectativas de sobrevivência.

Especialistas em emergência e desastres afirmam que vários fatores podem aumentar as chances de sobrevivência após a “janela de ouro”, incluindo se os soterrados têm acesso a oxigênio, água e comida.

O estado de saúde da pessoa também é determinante, incluindo se há apenas ferimentos leves ou lesões graves em órgãos internos. Pessoas com condições médicas preexistentes — que podem não conseguir acessar sua medicação ou cujos remédios tenham efeitos colaterais como desidratação — têm menor chance de sobrevivência, segundo especialistas.

As condições de verão no norte da Venezuela são quentes e secas, o que pode aumentar o risco de desidratação e exaustão por calor entre os soterrados.

Os terremotos atingiram a costa norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24) com um intervalo de menos de um minuto e provocaram colapsos e danos em edificações na capital do país, Caracas, e outras cidades.

O segundo tremor, de magnitude 7,5, foi o mais forte a atingir o país desde 1900, de acordo com o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos, na sigla em português).

O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota na quinta-feira em que lamenta a morte de dois brasileiros na Venezuela, vítimas dos terremoto que atingiram o país.

"O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas. Em atendimento ao direito à privacidade, o MRE não divulgará informações pessoais dos falecidos", diz o comunicado.

Fonte/Créditos: CNN

Créditos (Imagem de capa): VTV

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