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Sob ordens de Trump, caças dos EUA bombardeiam alvos militares dentro do Irã

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Sob ordens de Trump, caças dos EUA bombardeiam alvos militares dentro do Irã
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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou neste sábado (27) ter lançado uma série de ataques aéreos contra múltiplos alvos militares dentro do território do Irã, sob ordens diretas do presidente Donald Trump. A ofensiva ocorre em um momento de extrema fragilidade do cessar-fogo internacional e ameaça fazer com que o conflito saia novamente do controle, mesmo após Washington e Teerã terem firmado um acordo interino recente para tentar alcançar a paz definitiva.

De acordo com o comunicado emitido pelo Centcom nas redes sociais, aeronaves militares americanas miraram “infraestruturas de vigilância, sistemas de comunicação, postos de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de lançamento de minas” das forças iranianas.

A retaliação foi o ápice de uma sequência de ataques iniciada na quinta-feira, quando um drone suicida iraniano atingiu um cargueiro de bandeira de Singapura que transitava pelo Estreito de Ormuz, causando danos significativos à cabine de comando da embarcação, embora sem deixar feridos. Em resposta, os EUA já haviam bombardeado depósitos de mísseis e radares iranianos na sexta-feira.

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A gota d’água ocorreu na manhã deste sábado, quando as forças de Teerã atacaram o petroleiro Kiku com um drone de ataque unidirecional. A embarcação, carregada com mais de dois milhões de barris de petróleo bruto, havia deixado um campo petrolífero catariano no meio do Golfo Pérsico e navegava em direção a um porto nos Emirados Árabes Unidos.

O Irã teve a chance de honrar o acordo de cessar-fogo, mas optou por não fazê-lo”, declarou o Centcom. Momentos antes do contra-ataque, ao ser questionado por jornalistas sobre como responderia à agressão, o presidente Donald Trump limitou-se a dizer: “Vocês vão ver”.

Rota alternativa em Omã e escalada de tensões

O petroleiro Kiku tentava utilizar uma rota marítima alternativa estabelecida perto da costa de Omã, criada justamente para desviar das águas territoriais controladas pelo Irã. Agravando o cenário diplomático, uma junta marítima multinacional supervisionada pela Marinha dos EUA anunciou neste sábado que vai expandir essa rota omanense para permitir o tráfego tanto de entrada quanto de saída de navios.

A medida cria um novo ponto de atrito com Teerã, que enxerga o controle do Estreito de Ormuz como sua principal moeda de troca nas negociações com o Ocidente. O Irã insiste que os navios devem obedecer às suas ordens e ameaça cobrar taxas pelo trânsito na região. “O Estreito de Ormuz é governado pelo Irã, portanto: respeitem as regras”, alertou Ebrahim Azizi, chefe da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano. Os EUA e os países árabes do Golfo rejeitam a exigência, defendendo que o estreito é uma via navegável internacional.

O centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) confirmou que um navio foi atingido neste sábado no estreito, mas reportou que a tripulação está segura e não há danos ambientais.

Ataque com drones ao Bahrein e versões do Irã

O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein denunciou neste sábado que o país foi alvo de um ataque coordenado por “vários drones iranianos”, classificando a ação como uma “ameaça flagrante à segurança”. O Bahrein abriga a 5ª Frota da Marinha dos EUA, é um dos maiores críticos do regime de Teerã e sediou recentemente uma reunião de chanceleres do Conselho de Cooperação do Golfo com a presença do político americano Marco Rubio, que terminou com um pedido pelo fim dos ataques iranianos.

A televisão estatal do Irã confirmou explosões em uma área logo ao norte do Estreito de Ormuz. Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã alegou que os bombardeios americanos violaram a Carta da ONU e o memorando de entendimento de cessar-fogo assinado entre os países. A Guarda Revolucionária do Irã (IRNA) emitiu uma nota afirmando ter atacado com sucesso “diversas posições do exército terrorista dos EUA na região”, sem especificar os locais.

Negociações nucleares e o papel de JD Vance

Toda essa escalada militar ocorre em meio a delicadas tratativas diplomáticas de um acordo de paz de longo prazo que visa limitar o programa nuclear do Irã e seu estoque de urânio altamente enriquecido, além de encerrar os combates no Líbano entre Israel e o grupo militante Hezbollah, apoiado por Teerã.

Pelo memorando de entendimento (MOU) assinado na semana passada, o Irã havia se comprometido a fazer “seus melhores esforços para garantir a passagem segura de navios comerciais, sem cobrança de taxas, por 60 dias”. Sob o acordo interino, os dois lados têm exatamente esses 60 dias para acertar os detalhes finais.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que tem liderado as frentes de negociação com o governo iraniano, manifestou-se firmemente nas redes sociais sobre o ocorrido: “O Irã deveria pegar o telefone se houver discordâncias sobre o acordo de cessar-fogo, mas violência será respondida com violência”.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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