Nesta quarta-feira (24), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que enfrenta resistência dentro do PL para manter três candidaturas femininas ao Senado nas eleições de 2026. Presidente nacional do PL Mulher, ela disse que defende os nomes das deputadas Bia Kicis, Carol de Toni e Priscila Costa.
Ao relatar as discussões internas do partido, Michelle afirmou que a disputa pelas vagas tem gerado desgaste em um momento delicado para sua família.
– Eu pedi apenas três: Priscila Costa, Carol de Toni e Bia Kicis. Três vagas, de 17 que poderíamos ter. E tem sido uma batalha diária para manter essas três. E isso é muito desgastante – declarou.
Uma das indicadas é a deputada federal Bia Kicis, do Distrito Federal. Procuradora aposentada, ela está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados e já presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Aliada de Jair Bolsonaro, ganhou projeção nacional por defender pautas conservadoras e o voto impresso.
Outra escolha de Michelle é a deputada federal Carol de Toni, de Santa Catarina. Advogada, ela foi a parlamentar mais votada do estado em 2022 e presidiu a CCJ da Câmara em 2024. A congressista atua em pautas ligadas ao conservadorismo, ao agronegócio e à segurança pública.
No Ceará, a aposta de Michelle é a deputada federal Priscila Costa. Vice-presidente do PL Mulher, ela iniciou a carreira política como vereadora de Fortaleza e se destacou pela defesa de pautas conservadoras. A parlamentar também foi uma das principais apoiadoras da candidatura de André Fernandes à Prefeitura de Fortaleza em 2024.
Durante o vídeo, Michelle afirmou que a candidatura de Priscila ao Senado foi definida em conjunto com Jair Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
– Essa candidatura foi muito bem definida por três pessoas, meu marido, eu e o presidente Valdemar. Não foi sugestão, foi preferência, foi decisão – disse.
A ex-primeira-dama também afirmou que Bolsonaro determinou que o partido disputasse duas vagas ao Senado no Ceará, uma delas destinada a Priscila Costa. Segundo Michelle, houve movimentações para retirar a parlamentar da disputa e abrir espaço para uma aliança política envolvendo o grupo de Ciro Gomes.
– Aproveitando-se da prisão do Jair, começaram a trabalhar para eliminar Priscila da disputa, cedendo a vaga dela para garantir uma aliança com Ciro Gomes – afirmou.
Michelle declarou ainda que manter as três candidaturas femininas é uma questão de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelas parlamentares e de fortalecimento da participação das mulheres conservadoras na política.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Fotos: Bruno Spada | Zeca Ribeiro | Marina Ramos / Câmara
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se