Em menos de 24 horas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu duas grandes derrotas: a rejeição ao nome do Advogado-Geral da União (AGU) Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado e a derrubada do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria no Congresso Nacional– o que redefine o cálculo e reduz as penas aos condenados por envolvimento nos atos golpistas, beneficiando, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Especialistas apontam que esses reveses trazem impactos negativos para o governo, que sai enfraquecido no jogo político.
Fabio Andrade, cientista político e professor do curso de Relações Internacionais da ESPM, cita que essas duas derrotas seguidas deixam a 'imagem de um governo fraco' perante a sociedade ou com 'incapacidade de colocar uma agenda' em ano eleitoral, e que isso traz 'desdobramentos sérios'.
"Desdobramento de quanto o Senado e a Câmara dos Deputados, que são o poder Legislativo, entendem que acumularam poder frente ao Executivo, que tem um Executivo que, por vários motivos, é fraco, e que conseguem ter um grande poder de negociação. Basicamente, as coisas vão ter que ser feitas mais a gosto do Legislativo do que do Executivo. Isso é um problema", explica o especialista.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Fonte/Créditos: Terra
Créditos (Imagem de capa): Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
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