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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
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Quem é a mulher que visitou Jeffrey Epstein 67 vezes na prisão e pode voltar a ser investigada?

Conhecida como principal companheira do financista após Ghislaine Maxwell, Nadia Marcinko volta ao centro do caso após parlamentares questionarem acordo que lhe garantiu imunidade judicial.

Quem é a mulher que visitou Jeffrey Epstein 67 vezes na prisão e pode voltar a ser investigada?
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Nadia Marcinko, apontada por anos como uma das pessoas mais próximas de Jeffrey Epstein, voltou ao centro das atenções nos Estados Unidos após parlamentares passarem a questionar o acordo judicial que lhe concedeu imunidade em 2008.

Documentos e registros revelam que Marcinko visitou Epstein pelo menos 67 vezes durante o período em que ele cumpria pena por aliciamento sexual de uma menor de idade. Embora nunca tenha sido formalmente acusada de qualquer crime, ela está entre as quatro mulheres citadas como possíveis co-conspiradoras no controverso acordo firmado pela promotoria americana com o financista.

A situação ganhou novo destaque depois que integrantes do Congresso dos EUA defenderam a reavaliação da imunidade concedida a pessoas ligadas ao esquema de Epstein. Duas ex-assistentes do empresário devem prestar depoimento a parlamentares, enquanto cresce a pressão para que outras figuras próximas a ele também sejam investigadas.

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Marcinko conheceu Epstein em 2003, quando tinha 18 anos. Nascida na Eslováquia, ela se tornou presença constante na vida do bilionário, acompanhando viagens internacionais, frequentando suas propriedades e, mais tarde, atuando como piloto treinada com recursos financiados pelo próprio Epstein.

E-mails analisados por veículos internacionais indicam que o relacionamento entre os dois foi muito além da convivência pessoal. As mensagens mostram discussões sobre a possibilidade de formar uma família e também referências a pedidos de Epstein para que ela apresentasse outras mulheres ao empresário.

Apesar disso, Marcinko afirmou posteriormente a investigadores federais que também foi vítima de abuso e controle psicológico por parte de Epstein. Segundo documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, ela relatou episódios de violência física e disse que o financista controlava diversos aspectos de sua vida.

Após a prisão definitiva de Epstein, em 2019, Marcinko passou a colaborar com autoridades americanas. O FBI chegou a descrevê-la oficialmente como vítima de exploração sexual coercitiva, argumento que ajudou na manutenção de sua permanência legal nos Estados Unidos.

Agora, porém, o debate voltou à tona. Parlamentares republicanos defendem que a atuação de algumas pessoas próximas a Epstein seja reavaliada à luz de novos documentos divulgados pelo governo americano.

Até o momento, Nadia Marcinko não foi acusada criminalmente e continua protegida pelo acordo de imunidade firmado há quase duas décadas. Entretanto, o crescente interesse do Congresso pode colocá-la novamente sob os holofotes de um dos casos mais controversos da história recente dos Estados Unidos.

Créditos (Imagem de capa): Nadia Marcinko foi namorada de Epstein por sete anos, depois que o relacionamento do criminoso com Ghislaine Maxwell chegou ao fimBBC/Getty Images

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