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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
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Polícia Federal rejeita delação de Vorcaro; PGR ainda pode analisar

Avaliação da PF é de que conteúdo apresentado na delação acrescentava poucas informações inéditas ao inquérito

Polícia Federal rejeita delação de Vorcaro; PGR ainda pode analisar
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A Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. Os advogados do empresário e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, já foram avisados pela corporação sobre a decisão.

Apesar da negativa da PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda pode analisar o acordo separadamente e decidir se dará continuidade às negociações. Até o momento, o órgão não se manifestou oficialmente sobre a proposta apresentada.

As tratativas vinham sendo conduzidas de forma conjunta entre a Polícia Federal e a PGR desde março, quando Vorcaro manifestou interesse em colaborar com as investigações. Segundo investigadores, no entanto, o conteúdo entregue pela defesa foi considerado insuficiente e pouco relevante diante do material já reunido pela operação.

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A avaliação interna da PF foi de que o conteúdo apresentado na delação acrescentava poucas informações inéditas ao inquérito e indicavam uma tentativa de preservar pessoas próximas ao banqueiro. Investigadores também afirmam que nomes considerados centrais na estrutura investigada não teriam sido citados pelo banqueiro.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas que vão além de fraudes financeiras. De acordo com a PF, a perícia inicial realizada em parte dos mais de oito celulares apreendidos com Vorcaro revelou indícios de corrupção, organização criminosa e uso de uma estrutura paralela para intimidar adversários e acessar dados sigilosos.

Na última terça-feira (19), por determinação da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Até então, ele permanecia em uma sala em modelo semelhante ao de Estado-Maior, espaço anteriormente utilizado para a custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

O banqueiro havia sido levado da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF em 19 de março. Na véspera da transferência, seus advogados procuraram os investigadores para informar oficialmente o interesse em negociar uma delação premiada.

No mesmo período, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a PF e a PGR, formalizando o início das conversas. No início deste mês, a defesa concluiu os anexos da proposta e entregou o conteúdo às autoridades em um pen drive.

Segundo informações divulgadas anteriormente, as negociações envolviam eventual devolução de recursos e a apresentação de provas relacionadas a atos praticados por autoridades eventualmente citadas no esquema investigado.

Fonte/Créditos: Pleno News

Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil Money

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