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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
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Polícia Civil prende em SP suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao PIX

Segundo os investigadores, ele é funcionário de uma empresa terceirizada do BC e deu acesso pela máquina dele ao sistema sigiloso do banco aos hackers que efetuaram o ataque.

Polícia Civil prende em SP suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao PIX
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu na quinta-feira (3) um homem suspeito de envolvimento no ataque hacker que desviou milhões de reais de uma empresa que presta serviços para o Banco Central (BC).

O ataque cibernético que afetou pelo menos seis instituições financeiras causou alvoroço no mercado financeiro na quarta-feira (2).

Segundo os investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o preso é funcionário de uma empresa terceirizada do BC que deu acesso pela máquina dele ao sistema sigiloso do banco para os hackers que efetuaram o ataque. Ele confirmou informalmente à polícia que entregou a senha de acesso para terceiros.

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Segundo o Banco Central, a C&M Software (CMSW) — uma empresa de tecnologia que conecta bancos menores aos sistemas PIX do BC — reportou um ataque às suas infraestruturas.

De acordo com a companhia, criminosos usaram credenciais, como senhas, de seus clientes para tentar acessar seus sistemas e serviços de forma fraudulenta. Isso permitiu o acesso indevido a informações e contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras.

O BC ainda não informou o nome de todas as instituições afetadas. Também não há confirmação oficial sobre os valores envolvidos no ataque, mas fontes da TV Globo estimam que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões.

Abaixo, veja o que se sabe e o que ainda falta saber sobre o ataque hacker.

O que faz a C&M Software?

A C&M Software é uma empresa brasileira de tecnologia da informação (TI) voltada para o mercado financeiro. Entre os serviços prestados pela companhia, está o de conectividade com o Banco Central e de integração com o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SBP).

Na prática, isso significa que a empresa funciona como uma ponte para que instituições financeiras menores possam se conectar aos sistemas do BC e fazer operações — como o PIX, por exemplo.

O que aconteceu?

A C&M Software reportou para o Banco Central um ataque às suas infraestruturas digitais. O incidente permitiu o acesso indevido a contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras que estavam conectadas à companhia.

🔎 As contas de reservas são contas que os bancos e instituições financeiras mantêm no BC. Essas contas funcionam como uma conta corrente, e são utilizadas para processar as movimentações financeiras das instituições.

Essas contas ainda servem como uma reserva de recursos que os bancos precisam manter no BC para garantir que cumpram com suas obrigações financeiras.

Também funcionam para que as empresas possam participar de operações com o próprio BC — como empréstimos de liquidez, aplicações em títulos públicos e depósitos compulsórios (valores obrigatórios mantidos pelos bancos no BC).

Ainda não há confirmação oficial sobre os valores envolvidos no ataque, mas fontes da TV Globo estimam que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões.

 

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Imagem Ilustrativa

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