O Brasil é um dos países com maior índice de feminicídio do mundo e, o que é ainda mais grave, muitos dos agressores permanecem impunes.
De acordo com dados do Ministério da Justiça, mais de 300 homens procurados por terem assassinado esposas, companheiras, namoradas e até filhas continuam em liberdade.
Esse número é reflexo de uma cultura de impunidade e da falta de solidariedade com as vítimas de violência doméstica.
O governo federal lançou um programa para combater a violência contra as mulheres, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o problema e envolver as pessoas na luta contra o feminicídio.
Os números são alarmantes: em 2022, foram registrados mais de 1.400 casos de feminicídio no Brasil, o que representa uma média de quatro mortes por dia. Além disso, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada sete minutos uma mulher é agredida no país.
A impunidade é um dos principais fatores que contribuem para a perpetuação da violência contra as mulheres. De acordo com o Ministério Público, apenas 10% dos casos de feminicídio são julgados e resultam em condenação. Isso significa que nove em cada dez agressores permanecem impunes.
Essa cultura é alimentada pela ideia de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, um chavão que faz com que agressores se sintam protegidos e vítimas se sintam sozinhas e sem apoio.
É fundamental que a sociedade se envolva no enfrentamento da violência contra as mulheres e que os governantes adotem medidas concretas para combater esse crime. Os agressores precisam ser punidos, e as vítimas, acolhidas e protegidas.
A violência contra as mulheres atinge todas as classes sociais, idades, raças e cores. É hora de dizer basta e de trabalhar juntos para erradicar essa praga da nossa sociedade. A impunidade não pode mais ser uma opção.
Fonte/Créditos: CNN
Créditos (Imagem de capa): kieferpix/GettyImages
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