O piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff -- especialista em tamanduá-bandeira atuante no Pantanal há mais de 20 anos -- morreram durante a queda de um avião na manhã desta sexta-feira, 3, nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande (MS). O acidente foi confirmado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), que informou que a aeronave caiu em uma área de difícil acesso.
A aeronave envolvida no acidente pertence a uma empresa de táxi aéreo e havia decolado de um aeródromo, tendo como destino final o Pantanal de Mato Grosso do Sul. Assim que acionadas, equipes das forças de segurança pública foram mobilizadas para o atendimento da ocorrência. O Corpo de Bombeiros Militar realizou buscas na área em que ocorreu a queda do avião e confirmou a morte das duas vítimas.
A Polícia Civil esteve inicialmente no local com equipe do 4º Distrito Policial para adoção das primeiras providências investigativas. Com a recente criação do Núcleo de Operações Aéreas (NOA) da corporação e diante da complexidade do caso, a apuração das circunstâncias do acidente ficará a cargo do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), cujas equipes também acompanham os trabalhos.
A perícia criminal foi acionada e realiza os levantamentos técnicos necessários. Os laudos vão subsidiar a investigação sobre as circunstâncias da queda da aeronave, observadas as atribuições legais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Fabricado em 1983 pela Neiva, o EMB-810D é um bimotor a pistão de pequeno porte. A aeronave comporta até seis passageiros, além do piloto, somando sete assentos, e possui peso máximo de decolagem de 2.155 quilos.

Investigação será conduzida pelo Cenipa
Em nota enviada ao Terra, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), com sede em São Paulo (SP), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo uma aeronave em Campo Grande (MS).
Nessa etapa inicial, realizada logo após o evento, investigadores credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e verificação de dados, além da análise dos danos causados à aeronave ou por ela. Também é feito o levantamento de informações consideradas relevantes para o caso.
Os elementos reunidos nessa fase servirão de base para as etapas seguintes da investigação, que buscam identificar possíveis fatores contribuintes para o acidente e, quando aplicável, embasar a emissão de recomendações de segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências.
O que diz a empresa responsável pela aeronave
Em nota pública, a Amapil Taxi Aéreo, empresa responsável pela aeronave, classificou o momento como de "imensa tristeza" e manifestou solidariedade e condolências aos familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, além de se colocar à disposição para prestar todo o apoio necessário.
"Toda a equipe da Amapil está profundamente consternada com o ocorrido. Há mais de 52 anos atuando na aviação civil, a empresa sempre conduziu suas operações com absoluto compromisso com a segurança, a manutenção de suas aeronaves e o rigor técnico exigido pela atividade", disse a empresa.
A Amapil informou ainda que está colaborando integralmente com o Cenipa e com as demais autoridades competentes, fornecendo todas as informações e o suporte necessários para a apuração dos fatos.
Fonte/Créditos: Terra
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/Redes Sociais
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