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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
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PGR descarta delação de Beto Louco que citava Alcolumbre

Proposta é devolvida por falta de provas; empresário ainda pode apresentar novos elementos

PGR descarta delação de Beto Louco que citava Alcolumbre
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Procuradoria-Geral da República (PGR) devolveu à Procuradoria da República no Paraná a proposta de delação apresentada pelo empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco. Segundo informações do UOL, o órgão concluiu que o material entregue não oferecia provas concretas capazes de justificar um acordo envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Delação insuficiente, aponta PGR

O procurador-geral Paulo Gonet avaliou que a proposta apresentada carecia de elementos robustos. Fontes citadas pelo UOL confirmam que a PGR considerou o conteúdo insuficiente para abrir uma delação premiada, mas ressaltaram que o empresário pode apresentar novos fatos e retomar as negociações futuramente.

Na proposta inicial, Beto Louco afirmava poder detalhar episódios que envolveriam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Entre eles, a entrega de canetas de Mounjaro ao senador, supostamente obtidas pelo empresário em Brasília durante encontro com Antônio Rueda, presidente do União Brasil.
Até o momento, Alcolumbre não comentou o relato.

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Empresário é alvo de duas operações

Beto Louco é investigado na Operação Carbono Oculto, que apura um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio do setor de combustíveis em São Paulo. Ele também figura como alvo na Operação Tank, conduzida pelo MPF no Paraná.

No Ministério Público paulista, a avaliação sobre uma eventual delação ainda é cautelosa. A promotoria analisa se o depoimento poderia esclarecer a estrutura de lavagem de dinheiro atribuída a Beto e a Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, que, segundo a Carbono Oculto, teriam administrado empresas usadas para movimentar recursos da facção.

Defesa nega vínculos com facções

A defesa do empresário afirmou que não comentará negociações, lembrando que tratativas desse tipo correm sob sigilo. Em nota ao UOL, os advogados classificaram como equivocadas quaisquer tentativas de vincular Beto Louco ou Primo ao PCC ou a outras organizações criminosas.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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