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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
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Notícias / Política

PF troca delegado ligado a apuração sobre Lulinha no INSS

Ministro André Mendonça pediu esclarecimentos sobre a alteração

PF troca delegado ligado a apuração sobre Lulinha no INSS
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Nesta sexta-feira (15), a Polícia Federal (PF) substituiu o delegado Guilherme Figueiredo Silva, responsável pelo inquérito que apura desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O investigador também havia pedido medidas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com a PF, o caso saiu da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passou para a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. A corporação informou que a mudança busca ampliar a estrutura da investigação.

O delegado afastado da condução do caso continuará atuando na divisão previdenciária da PF. Outro investigador, que ainda não participava das apurações, assumirá os inquéritos relacionados ao INSS.

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A troca motivou uma reunião entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e integrantes da Polícia Federal. O encontro aconteceu nesta sexta, após o magistrado pedir esclarecimentos sobre a alteração.

Antes da mudança, o delegado havia solicitado a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele é apontado como suspeito de liderar o esquema de desvios em aposentadorias.

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A investigação também atingiu Lulinha após depoimento de um ex-funcionário do empresário. Segundo o relato, o funcionário ouviu comentários sobre pagamentos mensais feitos ao filho do presidente.

Durante as apurações, a PF identificou que o Careca do INSS firmou contrato com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e realizou pagamentos de R$ 1,5 milhão. A polícia passou então a investigar possível ligação empresarial entre eles.

A defesa de Lulinha nega irregularidades. Os advogados afirmaram ao STF que ele viajou para Portugal com despesas pagas pelo empresário para analisar um possível negócio de cannabis medicinal, mas disseram que não houve contrato nem recebimento de recursos.

Fonte/Créditos: Pleno News

Créditos (Imagem de capa): Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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