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Sábado, 06 de Junho 2026
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Petrobras confirma vazamento de gás em plataforma na Bacia de Campos

Em nota, a Petrobras descartou qualquer relação entre o vazamento na plataforma e a greve decretada pelos funcionários da companhia

Petrobras confirma vazamento de gás em plataforma na Bacia de Campos
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Em meio a uma greve nacional de trabalhadores que teve início na última segunda-feira (15/12), a Petrobras confirmou, nessa quinta-feira (18/12), que houve vazamento de gás na plataforma P-40, localizada na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro. Não houve registro de vítimas.

A informação foi divulgada inicialmente pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Em seguida, por meio da nota, a Petrobras confirmou o ocorrido.

Segundo a empresa, o vazamento levou a uma interrupção temporária na produção da plataforma, que se situa no no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos.

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“O sistema detectou um vazamento de gás que foi imediatamente controlado de forma segura pela equipe a bordo da plataforma. Como medida preventiva, todas as linhas foram despressurizadas e a produção da unidade foi temporariamente paralisada. Não houve ameaça à segurança das equipes a bordo”, informou a Petrobras.

A companhia descartou, ainda, qualquer relação entre o vazamento na plataforma e a paralisação dos funcionários.

No comunicado, a Petrobras diz também que “está notificando todos os órgãos reguladores competentes sobre o ocorrido e constituirá uma comissão especial para investigar minuciosamente as causas do vazamento”.

A plataforma P-40 é uma unidade semissubmersível, que produz, armazena e transfere petróleo. Ela começou suas operações em 2001 e pertence à Petrobras.

Greve dos petroleiros

A greve nacional dos funcionários da Petrobras teve início à meia-noite da última segunda-feira (15/12). Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a paralisação é por tempo indeterminado.

A decisão de entrar em greve foi motivada pela falta de acordo entre funcionários e a direção da Petrobras, cuja contraproposta foi rechaçada pelos trabalhadores em meio às negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Segundo os trabalhadores, a contraproposta apresentada pela Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi “insuficiente”. Entre os principais pontos que estavam em discussão, aparece a busca por uma solução negociada para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros – o que afeta diretamente a renda de aposentados e pensionistas.

Petros é a Fundação Petrobras de Seguridade Social, um fundo de pensão criado em 1970 pela Petrobras para gerenciar planos de aposentadoria complementar para seus empregados. Trata-se do segundo maior fundo de pensão do país.

Os trabalhadores também defendem o que chamam de aprimoramentos no plano de cargos e salários, além de garantias de recomposição sem aplicação de mecanismos de ajuste fiscal.

Em relação aos salários, os sindicatos criticaram o reajuste oferecido pela empresa, com reposição da inflação do período mais ganho real de 0,5%, somando 5,66%. Os trabalhadores querem 9,8%.
 

Fonte/Créditos: Metrópoles

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