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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
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PCC usou Postos de gasolina , em 10 estados, para lavar dinheiro

Neste dia 28/08,foram alvo de operações da PF,uma rede de criminosos desse setor

PCC usou Postos de gasolina , em 10 estados, para lavar dinheiro
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A engrenagem criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), que lavou bilhões no setor de combustíveis, usou mais de mil postos em 10 estados do país como ferramenta para esconder o dinheiro ilícito oriundo de irregularidades.

Segundo a Receita Federal, as irregularidades foram encontradas em postos de combustíveis localizados em São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.

Somente entre 2020 e 2024, o esquema movimentou R$ 52 bilhões, com recolhimento de tributos incompatível com suas atividades.

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Dos mil postos, cerca de 140 não tiveram qualquer movimentação ao longo dos quatro anos. No entanto, ainda assim, foram destinatários de mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis.

Segundo a investigação, essas aquisições simuladas serviram, possivelmente, para ocultar o trânsito de valores ilícitos depositados nas distribuidoras vinculadas à organização criminosa.

Os postos usados como ferramenta no esquema já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões.

A investigação identificou ainda indícios de que as lojas de conveniência e as administradoras desses postos, além de padarias, também participavam do esquema.

“Maior golpe da história”

Em coletiva de imprensa realizada nesta nesta quinta-feira (28/8), o governo federal classificou as três operações (Quasar, Tank e Carbono Oculto) como um marco histórico no combate ao crime organizado no Brasil.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou que a ofensiva marca um momento “auspicioso” para a segurança pública.

“Há muito tempo acompanhamos a migração da criminalidade da ilegalidade para a legalidade. Não basta mais apenas uma operação policial. É preciso integração com a Receita e órgãos fazendários. Com certeza, é uma das maiores operações da história contra o crime organizado no mercado legal”, disse.

Haddad destacou que a sofisticação do crime exige resposta igualmente estruturada. “O crime se sofisticou, e o Estado precisa se sofisticar também. Essa operação é exemplar porque conseguiu chegar ao andar de cima da estrutura criminosa, ao patrimônio oculto que financia toda a engrenagem.”

Operação Carbono Oculto

A Carbono Oculto mobilizou cerca de 1.400 agentes em oito estados (SP, ES, GO, MS, MT, PR, RJ e SC). Mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, foram atingidos por mandados de busca, apreensão e prisão. As autoridades estimam que o grupo criminoso sonegou ao menos R$ 7,6 bilhões em impostos.

 

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Imagem ilustrativa

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