Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 03 de Junho 2026
MENU
Notícias / Brasil

Paciente com câncer morre após atraso do SUS com medicamento

Aposentado aguardou sete meses por remédio já previsto no sistema de saúde

Paciente com câncer morre após atraso do SUS com medicamento
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A demora no acesso a um medicamento já previsto pelo SUS para determinados pacientes com câncer terminou em um desfecho trágico. O aposentado Antonio Carlos Striotto Marins, de 67 anos, morreu no último dia 22 de maio após aguardar por cerca de sete meses o fornecimento do tratamento, obtido somente depois de uma disputa judicial.

Quando a primeira dose foi aplicada, a doença já havia avançado e atingido o cérebro. Ele recebeu três aplicações da medicação antes de ir a óbito. As informaçõe são do Poder360.

O remédio solicitado era o Keytruda (pembrolizumabe), imunoterapia produzida pela MSD e considerada um dos principais avanços da oncologia nas últimas décadas. O medicamento já havia sido incorporado ao SUS para casos semelhantes ao de Marins, diagnosticado com melanoma metastático não cirúrgico. Mesmo assim, o paciente precisou recorrer à Justiça para garantir o acesso ao tratamento.

Publicidade

Leia Também:

Ao comentar a situação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que episódios semelhantes demonstram a necessidade de reduzir a judicialização da saúde, especialmente quando se trata de tratamentos já aprovados e previstos pelo sistema público.

– Em caso em que já tenha havido a incorporação, não deveria haver essa falta – disse.

Segundo a advogada Carla Fernandes, que representou o aposentado, uma série de obstáculos administrativos e decisões judiciais retardou o início do tratamento. Ela relata que houve resistência na prescrição do medicamento, parecer técnico contrário ao fornecimento e demora no cumprimento da decisão favorável ao paciente.

– O processo foi consumindo meses de um paciente que tinha uma doença agressiva e que precisava de tratamento imediato”, disse. “Quando começou o processo, o melanoma não tinha chegado no cérebro. Quando ele recebeu a droga, já estava lá – declarou.

Fonte/Créditos: Pleno News

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )