A Copa do Mundo de 2026 movimentou bilhões de dólares e bateu recordes de audiência, mas nem todos saíram ganhando com o maior torneio de futebol do planeta. Enquanto patrocinadores, emissoras, empresas de apostas e até David Beckham ampliaram seus lucros, torcedores, hotéis e cidades-sede enfrentaram desafios financeiros e resultados abaixo das expectativas.
Torcedores sentiram o peso dos preços
Para muitos fãs, realizar o sonho de acompanhar a Copa de perto teve um custo elevado. Além dos ingressos, que chegaram a valores considerados exorbitantes, despesas com hospedagem, alimentação e transporte também pesaram no bolso.
A política de preços dinâmicos adotada pela Fifa foi alvo de críticas. Na final, ingressos chegaram a ser vendidos oficialmente por quase US$ 33 mil, enquanto bilhetes revendidos ultrapassaram os US$ 2 milhões. Até mesmo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pagaria cerca de US$ 1 mil para assistir à estreia da seleção americana.
Outro exemplo foi o aumento temporário da tarifa de trem para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, que passou de cerca de US$ 13 para US$ 150 durante o torneio.
Emissoras e patrocinadores comemoram
Se os torcedores gastaram mais, as empresas de mídia e patrocinadores tiveram motivos para celebrar.
As altas audiências elevaram o valor dos espaços publicitários, especialmente durante as partidas mais importantes. A novidade das pausas para hidratação abriu novas oportunidades comerciais para exibição de anúncios.
Segundo especialistas, apenas esse novo espaço publicitário pode ter rendido centenas de milhões de dólares às emissoras americanas. Grandes patrocinadores, como Adidas e Coca-Cola, também aproveitaram a enorme exposição global da competição.
David Beckham continua sendo um fenômeno comercial
Mesmo aposentado dos gramados há mais de uma década, David Beckham permaneceu como um dos grandes vencedores fora de campo.
O ex-jogador participou de campanhas publicitárias de grandes marcas durante a Copa e segue sendo uma das principais figuras do futebol nos Estados Unidos. Além disso, seu clube, o Inter Miami, é atualmente uma das franquias esportivas mais valiosas da Major League Soccer (MLS).
Cidades-sede não tiveram retorno esperado
Embora milhões de turistas tenham visitado Estados Unidos, Canadá e México durante o torneio, especialistas afirmam que o impacto econômico permanente tende a ser limitado.
Pesquisadores destacam que grandes eventos esportivos costumam gerar movimento temporário, mas raramente deixam benefícios duradouros para a economia local. Muitos empregos criados são temporários e concentrados no setor de hotelaria e alimentação.
Hotéis ficaram abaixo das expectativas
Apesar da expectativa de lotação máxima, entidades do setor hoteleiro relataram que as reservas ficaram abaixo do esperado em diversas cidades-sede.
Associações de hotéis nos Estados Unidos e no Canadá afirmaram que muitos estabelecimentos registraram procura inferior à observada em anos anteriores. Representantes do setor também criticaram o grande número de quartos reservados previamente pela Fifa, alegando que isso contribuiu para distorcer a demanda.
Empresas de apostas foram as maiores vencedoras
Entre os principais beneficiados financeiramente estão as empresas de apostas esportivas.
Estimativas apontam que a Copa de 2026 pode se tornar o maior evento de apostas da história, movimentando cerca de US$ 50 bilhões ao longo do torneio. O crescimento foi impulsionado pelo aumento do número de partidas e pela expansão do mercado de apostas, especialmente nos Estados Unidos e no Brasil.
Especialistas também destacam o avanço das apostas ao vivo, modalidade em que os torcedores fazem apostas durante os jogos, acompanhando os acontecimentos em tempo real.
Crédito: BBC Internacional.
Créditos (Imagem de capa): Reuters
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se