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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Os surtos de Maduro no ‘inferno’ de Brooklyn

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Os surtos de Maduro no ‘inferno’ de Brooklyn
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O ditador venezuelano Nicolás Maduro tem descoberto que a vida no Centro Metropolitano de Detenção do Broonklyn, em Nova York, não é tão glamourosa quanto os luxos do Palácio de Miraflores.

Segundo reportagem da ABC da Espanha, fontes relatam que o ex-chefe do regime chavista passa as noites gritando frases como:

Eu sou o presidente da Venezuela. Digam ao meu país que fui sequestrado e que aqui nos maltratam".

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"Inferno na Terra"

A prisão, apelidada de "inferno na Terra", já recebeu detentos famosos.

Por lá, também passaram: o rapper Sean 'Diddy' Combs, Ghislaine Maxwell - esposa do financista Jeffrey Epstein, o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, e o antigo chefe da inteligência venezuelana, Hugo El Pollo Carvajal.

Acusado de conspiração por narcoterrorismo, Maduro está preso sozinho em uma cela de três metros por dois.

O local conta com uma cama de metal fixa à parede, um banheiro e uma pequena janela por onde passa um feixe de luz natural.

"Os detidos podem sair três vezes por semana durante uma hora, sempre com algemas nos pés e nas mãos e escoltados por dois guardas e, durante esse tempo, podem tomar banho, usar o telefone, usar o e-mail sob supervisão ou sair para um pequeno pátio ao ar livre cercado por grades", diz a reportagem.

Julgamento

Junto com Maduro, sua esposa, Cilia Flores, também aguarda julgamento ou sentença definitiva.

A dupla foi capturada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, durante uma operação em Caracas.

Em 5 de janeiro, o ditador compareceu perante o juiz Alvin Hellerstein, em Manhattan, e se apresentou como "Presidente da República da Venezuela".

Na primeira audiência, alegou ter sido "sequestrado".

A próxima ida de Maduro ao tribunal americano está marcada para o fim de março.

Realidade

O cientista político venezuelano José Vicente Carrasquero afirma que Maduro está vivendo "um pouco" do que milhares de venezuelanos passaram.

No entanto, ele faz a ressalva de que o ditador ainda possui direito à defesa, o que a maioria dos perseguidos não teve.

Não um dois nem três, milhares de venezuelanos foram submetidos a uma situação parecida com o agravante de que não tinham advogado defensor, nem tinham direitos, não é? Eram desaparecidos. Ainda hoje tem gente aparecendo", diz Carrasquero.

Maduro agora se confronta com a realidade de quem, por anos, submeteu o próprio povo às piores condições possíveis.

Durante seu regime, frequentava restaurantes de luxo, gastava milhões de dólares e perseguia opositores com o poder do Estado.

Hoje, ele espera sua vez na justiça americana, em meio ao rigoroso inverno, onde a rotina é ditada por guardas, não por sua caneta.

Fonte/Créditos: Crusoé..Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Foto: RS/Fotos Públicas

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