Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o tráfico de drogas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, revelou um cenário incomum nesta terça-feira (16): um criadouro clandestino de jacarés. Os répteis foram localizados dentro de um tanque em uma casa em construção. A principal suspeita dos investigadores é de que os animais eram utilizados por criminosos como ferramenta de tortura e intimidação contra rivais e moradores.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o resgate seguro dos animais. Após uma avaliação preliminar que constatou que os jacarés estavam saudáveis, ativos e sem ferimentos, eles foram acomodados em gaiolas apropriadas e devolvidos à natureza no Rio Sarapuí, habitat natural da espécie na região.
Chefe do tráfico é preso em flagrante
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e mirou o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que controla os complexos de Santa Tereza, Redentor e Jardim Glauce, no Complexo da Guacha.
O principal alvo da operação, Patrick Melo, apontado como o chefe do tráfico na região, foi capturado em sua residência. Ao perceber o cerco policial, o criminoso tentou se esconder e destruir o próprio telefone celular na tentativa de eliminar provas. A manobra falhou: os agentes recuperaram o aparelho, que continuou funcionando e passará por perícia técnica.
Patrick é filho de Vanderlan Ramos da Silva, o “Chocolate”, antigo e conhecido líder do TCP que atualmente cumpre pena em um presídio federal em Porto Velho (RO).
Saldo da operação e guerra por territórios
A investida policial tinha como objetivo cumprir 32 mandados de prisão — dos quais 13 alvos já se encontravam no sistema penitenciário. Ao final do dia, seis novos suspeitos foram presos em flagrante ou por mandado em aberto. No balanço logístico, a polícia conseguiu recuperar três carros e 22 motocicletas roubadas que eram utilizadas pela quadrilha.
De acordo com as investigações da DRE, as comunidades de Belford Roxo vivem um cenário de guerra contínua. O grupo criminoso vinha expandindo seus pontos de venda de drogas para regiões adjacentes com uso intenso de armamento pesado, gerando uma onda de violência que vinha sendo monitorada pela inteligência da Polícia Civil.
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
Créditos (Imagem de capa): Divulgação
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