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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Mário Sabino: O STF quis matar politicamente Bolsonaro, mas ele se recusa a morrer

Bolsonaro está mais vivo a cada dia, enquanto se avolumam as más notícias para os ministros cujo candidato está cada vez mais morto

Mário Sabino: O STF quis matar politicamente Bolsonaro, mas ele se recusa a morrer
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Por Mário Sabino
O STF quis matar politicamente Jair Bolsonaro, a prisão quase o matou fisicamente, mas o homem se recusa a morrer.

Aí está ele em prisão domiciliar, que lhe foi proporcionada por Daniel Vorcaro, não por Alexandre Moraes, que a concedeu a evidente contragosto, basta ver a decisão cheia de resmungos e de medidas cautelares impostas ao ex-presidente, para não falar do humanitarismo chantagista com prazo de 90 dias.

Não estivesse acossado pelo escândalo do Banco Master, que revelou a sua perigosa proximidade com Vorcaro, o ministro não teria concordado em mandar Bolsonaro para casa, essa é a verdade.

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Houve ainda a pressão interna no STF, que levou em conta que seria péssimo para Moraes e, por extensão, para o tribunal que Bolsonaro viesse a morrer em uma penitenciária. Já basta a morte de Clezão ter sido debitada na conta do STF. Não havia sentido em correr esse risco, em especial neste momento.

Com a prisão domiciliar cheia de condicionantes, Moraes e os seus compadres do STF acreditam que a pressão do lado bolsonarista em relação ao caso Master diminuirá (não que estivesse muito grande) por ordem de Flávio, o filho candidato, que só apôs o jamegão no pedido de CPI do Master depois de ultrapassado o mínimo de assinaturas necessárias. Foi para não dizer que ele não falou das flores, e Flávio já ajoelhou no altar do arrependimento, o que o rapaz nega de pés juntos, como se juramento de político valesse alguma coisa.

A primeira má notícia para os ministros é que a ida de Bolsonaro para a prisão domiciliar não importa para o andamento do caso Master. Há uma delação aparentemente séria a caminho, há a PF incontrolável, há a imprensa destemida, há cidadãos com sangue nos olhos, e há André Mendonça, o relator terrivelmente evangélico, que não dá mostras até o momento — Deus seja louvado! — de que irá arrefecer no seu propósito expresso a Edson Fachin de salvar o STF de quem jogou o tribunal na lama.

A segunda má notícia é que, com a prisão domiciliar concedida com tanta má vontade, Bolsonaro não perderá a imagem de vítima de perseguição judicial, promovida a partir de agora por ministros acusados de venalidade, implicados que estão com o protagonista da maior fraude financeira da história brasileira.

A terceira má notícia para os ministros é que, apesar de todas as condicionantes que limitam o seu cotidiano em casa, o ex-presidente estará mais livre para fazer articulações que visem a catapultar o filho Flávio ao Palácio do Planalto e a atingir a meta da direita dura de fazer mais de 30 senadores nas próximas eleições, o que permitirá levar adiante o impeachment de Moraes, mesmo que ele não seja alcançado criminalmente na delação de Vorcaro, junto com Dias Toffoli. Mesmo sem os Bolsonaros, a vingança bolsonarista será inevitável, e poderá contar com o apoio das ruas.

A quarta má notícia é que o candidato da maioria dos ministros do STF despenca a cada pesquisa de opinião.

Na última delas, divulgada hoje pela Atlas/Bloomberg, a aprovação de Lula caiu ainda mais, para 46%, enquanto a desaprovação subiu para 54%. Quanto ao governo do petista, a avaliação positiva é de apenas 41% e a negativa, de 50%.

Entre os eleitores evangélicos, fulos com a família conservadora desfilada em latas de conserva nas evoluções da escola de samba do Rio de Janeiro que homenageou o presidente da República, a desaprovação a Lula alcança 86%, praticamente a unanimidade.

Diante desse quadro, o chefão petista vai insistir na reeleição ou desistir dela? Ouvi de uma raposa da política brasileira que, se a desaprovação geral descer à casa dos 30%, Lula dará adeus ao sonho de um quarto mandato.

O STF quis matar politicamente Jair Bolsonaro, a prisão quase o matou fisicamente, mas o homem se recusa a morrer. Está mais vivo a cada dia. Quem parece cada vez mais morto é o candidato da maioria dos ministros do tribunal.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

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