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Segunda-feira, 27 de Abril 2026
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O ‘E se?’ que nunca cala: Ana Carolina Oliveira homenageia Isabella Nardoni 18 anos após o crime

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O ‘E se?’ que nunca cala: Ana Carolina Oliveira homenageia Isabella Nardoni 18 anos após o crime
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Neste domingo, 29 de março, completam-se 18 anos de um dos crimes que mais comoveram o Brasil: o assassinato da menina Isabella Nardoni. Para marcar a data, sua mãe, a agora vereadora paulistana Ana Carolina Oliveira, publicou um vídeo nas redes sociais onde reflete sobre a ausência da filha e o legado de proteção à infância que nasceu da tragédia.

“E se? É a pergunta que rondou a minha vida por muitos anos”, desabafou Ana Carolina. “E se hoje na minha casa nós fôssemos em cinco? E se a Isabella tivesse conhecido o Miguel e a Maria Fernanda? Uma história foi rompida.”

Ana Carolina, que hoje ocupa um cargo na Câmara Municipal de São Paulo, afirmou que o dia 29 de março de 2008 foi o mais difícil de sua vida, mas que a dor se transformou em uma missão pública. Segundo ela, a história de Isabella hoje dá visibilidade a crianças que vivem no silêncio da violência doméstica.

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“Se ela me deixou aqui para ser essa voz, assim eu vou honrar. Hoje eu não estou só. São 18 anos que eu sigo por ela e também por todas as outras crianças”, ressaltou a parlamentar.

Isabella Nardoni tinha apenas cinco anos quando foi arremessada do sexto andar de um edifício na Zona Norte de São Paulo. A investigação da Polícia Civil descartou queda acidental e apontou que a menina foi esganada pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, e depois jogada da janela pelo próprio pai, Alexandre Nardoni, que cortou a rede de proteção do apartamento.

O casal sempre negou o crime, sustentando a tese de que uma terceira pessoa teria invadido o imóvel — hipótese nunca comprovada pela polícia.

Em 2010, o “Casal Nardoni” foi condenado por homicídio triplamente qualificado. As penas foram de:

  • Alexandre Nardoni: 30 anos de prisão.

  • Anna Carolina Jatobá: 26 anos de prisão.

Apesar da gravidade do crime, ambos já deixaram o regime fechado. Jatobá obteve o regime aberto em junho de 2023. Já Alexandre Nardoni recebeu o mesmo benefício em maio de 2024, após progressão de regime concedida pela Justiça.

Para Ana Carolina Oliveira, a luta agora é para que outras famílias não passem pelo mesmo “rompimento” de história. “Esse legado se transformou em luta, em propósito e em transformar vidas”, concluiu.

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