Sobe para 40 o número de mortos no incêndio que atingiu diversos arranha-céus de um complexo residencial em Hong Kong nesta quarta-feira (26), segundo informações do governo local. Ao menos 45 pessoas ficaram feridas.
Mais de 200 moradores ainda estão desaparecidos, muitos deles presos dentro dos prédios em chamas até a última atualização desta reportagem, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
As equipes seguem enfrentando dificuldades para controlar o incêndio, que provocou uma densa coluna de fumaça e se espalhou rapidamente entre as torres do complexo residencial.
A causa das chamas ainda não foi oficialmente divulgada, mas a principal suspeita é de que o fogo tenha começado na estrutura de andaimes de bambu usada em obras externas. No início do ano, o governo local já havia anunciado planos para proibir esse tipo de material devido aos riscos envolvidos.
Ventos fortes alimentaram as chamas e fizeram o fogo se espalhar para sete dos oito prédios do complexo.
O complexo, localizado no distrito de Tai Po, possui oito torres de 31 andares com cerca de dois mil apartamentos e abriga cerca de 4,6 mil moradores, segundo um censo realizado pelo governo em 2021.
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Um bombeiro está entre os mortos, segundo a rede britânica "BBC", e outros também ficaram feridos durante o combate às chamas.
Um porta-voz dos bombeiros afirmou que havia "muita preocupação" pela temperatura dentro dos prédios, que estava muito alta e dificultava a entrada nos edifícios para realizar trabalhos de resgate.
O Departamento de Bombeiros disse ter recebido o chamado às 3h51 no horário de Brasília (14h51, no horário local) sobre o incêndio no conjunto Wang Fuk Court, enviou mais de 700 bombeiros e emitiu um alerta de nível 4 de 5.
Horas após o início do combate às chamas, a pasta elevou o alerta para o nível 5, o mais alto da escala. Outros 400 policiais foram mobilizados, segundo o governo.
O Departamento de Transportes de Hong Kong informou que, devido ao incêndio, uma seção inteira da rodovia Tai Po foi fechada, e linhas de ônibus estão sendo desviadas.
A polícia chegou a isolar dois quarteirões vizinhos ao condomínio de prédios por conta do incêndio, que depois foram liberados.
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Fonte/Créditos: G1
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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