Uma mulher de 32 anos morreu no último domingo (7) na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, após registrar um vídeo relatando problemas no atendimento. Familiares da mulher, identificada como Brenda Larissa Maia, suspeitam de negligência médica.
De acordo com o boletim de ocorrência, Brenda era portadora de fibromialgia e cardiopatia, e teria dado entrada na UPA no início da tarde de sábado (6) após sentir fortes dores no peito.
Por volta de 01h30 de domingo, a mulher enviou vídeos à família mostrando diversos consultórios vazios, sem médicos para atendimento. Veja abaixo:
O irmão de Brenda, Hudson Lucas Maia, contou que ela estava em uma sala de atendimento, ligada a oxigênio, e saiu sem que ninguém a visse. "Saiu da sala, começou a filmar, porque ela estava pedindo socorro. E foi filmando, uma entrada sala por sala dos médicos e não tinha ninguém. E segundo relatos, o pessoal estava em horário de descanso, estava dormindo, e por isso não tinha ninguém, mesmo com a UPA cheia", relatou o irmão.
A mãe de Brenda, identificada como Sônia, também relatou que teria recebido uma mensagem da filha durante a noite, por volta de 22h, dizendo que seu estado de saúde havia piorado.
Sônia recebeu uma ligação sobre a morte da filha às 4h45 e foi até a UPA acompanhada de Hudson, onde uma funcionária a informou que sua filha caiu no chão e faleceu após gravar os vídeos.
Um dos médicos mostrou um atestado de óbito à mãe, dizendo que a causa da morte seria embolia pulmonar. Porém, após ser questionado sobre os vídeos gravados por Brenda, o mesmo médico teria dito que aquele não era o documento correto.
Os familares ainda relataram que receberam informações contraditórias de funcionários sobre os procedimentos de remoção do corpo, e que, por fim, receberam a recomendação de registrar o boletim de ocorrência por um membro da equipe médica.
Sobre o estado de saúde da irmã, Hudson relatou que ela fez um exame cardiológico, que mostrava que ela já não estava bem quando deu entrada na unidade. Porém, ainda assim, ela não recebeu atendimento imediato.
"A minha mãe até esteve com ela no momento, e ela nem foi para uma sala de emergência, eles alegam que ela estava em uma sala vermelha, mas não, ela estava no Pronto Atendimento, sentada com tantas pessoas lá de fora também", contou Hudson.
Ele ainda afirma que outra pessoa teria falecido em um horário próxima a Brenda, e que não haviam médicos disponíveis no local.
A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) informou que o corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico-Legal) Dr. André Roquette, onde foi submetido aos exames periciais e liberado aos familiares. Um inquérito policial também foi instaurado para apurar os fatos e a polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais.
Em nota a CNN Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves informou que Brenda recebeu assistência da equipe de saúde, realizou exames e permaneceu em observação.
Durante o atendimento, ela apresentou uma parada cardiorrespiratória. Segundo o órgão, a equipe médica realizou todos os procedimentos de reanimação, dentro do protocolo técnico, mas, o óbito foi constatado.
Fonte/Créditos: CNN
Créditos (Imagem de capa): Arquivo Pessoal
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