Uma mulher de 39 anos morreu após sofrer o rompimento de um aneurisma cerebral durante o orgasmo, em um caso que chamou a atenção da comunidade científica. O episódio ocorreu em Belgrado, capital da Sérvia, e foi registrado como parte de um estudo publicado na revista científica The American Journal of Forensic Medicine and Pathology e republicado pela LiveScience nesta quarta-feira (9).
De acordo com o ex-marido da vítima, ela sofria de hipertensão arterial e fazia uso de medicamentos para controle da pressão. Ele a encontrou deitada no sofá da sala, coberta com uma manta, e acionou a polícia.
Ao removerem o cobertor, as autoridades notaram que a mulher estava nua da cintura para baixo e portava um batedor de arame (fouet) introduzido cerca de 10 centímetros no reto. O relatório médico aponta que o objeto foi utilizado como um vibrador para autoestimulação sexual.
Autópsia revelou hemorragia e rompimento de aneurisma
O exame de autópsia no crânio mostrou que a vítima sofreu uma hemorragia subaracnóidea, com acúmulo de sangue de até 6 milímetros ao redor da base do cérebro e do tronco encefálico. Posteriormente, foi detectado o rompimento de um aneurisma sacular de 11 milímetros de diâmetro, estourado na parte superior da cúpula.
Segundo os pesquisadores Slobodan Nikolić e Vladimir Živković, os aneurismas cerebrais liberam sangue que pode matar células cerebrais, aumentar a pressão intracraniana e interromper o fluxo sanguíneo, levando à inconsciência e, eventualmente, à morte.
Relação entre orgasmo e ruptura de aneurisma
O estudo destaca que os aneurismas são mais comuns em mulheres do que em homens, especialmente em mulheres com baixos níveis de estrogênio, como as que estão na pós-menopausa. Durante esforço físico e em momentos de orgasmo, a pressão arterial pode subir de forma acentuada, o que potencializa o risco de rompimento.
“Sua excitação sexual e o orgasmo subsequente podem ter causado um pico temporário de pressão arterial suficiente para romper o aneurisma, causando uma hemorragia fatal”, explicam os pesquisadores no artigo.
O caso é tratado como um exemplo clínico raro, mas importante para os estudos sobre fatores de risco cardiovasculares durante a atividade sexual.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Divulgação