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Sábado, 25 de Abril 2026
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Moraes determina manutenção do aumento do IOF por decisão monocrática

Ministro do STF restabelece decreto que eleva alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras

Moraes determina manutenção do aumento do IOF por decisão monocrática
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (16) restabelecer a eficácia do decreto que aumentou a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A medida devolve vigência ao ajuste tributário suspenso anteriormente, impactando operações de crédito e câmbio.

A decisão foi tomada de forma monocrática e tem efeito imediato, restabelecendo os percentuais fixados pelo governo federal em decreto presidencial. A ação ainda poderá ser analisada pelo plenário da Corte, caso haja recurso.

Risco sacado foi excluído

A única exceção foi a cobrança sobre operações de risco sacado, que foi revogada pelo magistrado.

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A medida resolve, na canetada, por ora, a disputa entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional, que travavam um embate sobre a validade e os limites do decreto presidencial.

O que é o risco sacado e por que foi excluído

risco sacado é uma operação muito comum no varejo brasileiro. Trata-se de uma espécie de antecipação de pagamento feita por empresas a seus fornecedores, com a intermediação de bancos, mediante taxas.

Antes do decreto, tais transações não eram consideradas operações de crédito — e, portanto, não estavam sujeitas à cobrança de IOF. O governo tentou mudar isso por decreto, o que foi considerado ilegal por Moraes.

“A equiparação normativa realizada pelo decreto presidencial das operações de ‘risco sacado’ com ‘operações de crédito’ feriram o princípio da segurança jurídica, pois o próprio Poder Público sempre considerou tratar-se de coisas diversas”, justificou o ministro.

Moraes vê violação à legalidade tributária

Na avaliação de Moraes, o governo federal extrapolou sua competência ao tentar alterar a natureza jurídica do risco sacado por meio de um decreto. Tal mudança, segundo o ministro, viola o princípio da legalidade tributária, que exige lei específica para criação ou aumento de tributos.

Além disso, o relator apontou que a tentativa de equiparação entre operações distintas rompe a segurança jurídica.

Tentativa frustrada de conciliação

Na véspera da decisão, Moraes conduziu uma audiência de conciliação entre representantes do governo federal e do Congresso Nacional. A intenção era chegar a um acordo sobre o decreto. No entanto, as partes preferiram que o Supremo tomasse uma decisão direta.

Duas semanas antes, o próprio Moraes havia suspendido o decreto do governo e também a revogação feita pelo Congresso, o que resultou no retorno temporário das regras anteriores do IOF.

O que é o IOF e como a mudança afeta o contribuinte

O IOF é um imposto federal que incide sobre operações como empréstimos, financiamentos, compras com cartão de crédito no exterior, seguros e investimentos em câmbio. O aumento da alíquota geralmente tem como objetivo aumentar a arrecadação ou controlar determinadas operações financeiras.

Contexto político e econômico da decisão

A volta da cobrança mais elevada do IOF ocorre em um momento de forte tensão entre os Poderes da República e de debate sobre os limites da atuação do STF em matérias fiscais e administrativas. A decisão de Alexandre de Moraes deverá reacender as discussões sobre o papel da Corte em assuntos de impacto direto sobre a economia e a população, principalmente ao ocorrer via decisão individual.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Foto: Wilson Junior/Estadão

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