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Sábado, 25 de Abril 2026
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Mistura de etanol na gasolina pode subir para 32% a partir de maio

Ministério de Minas e Energia prepara proposta que será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética no dia 7 de maio

Mistura de etanol na gasolina pode subir para 32% a partir de maio
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O ministro Alexandre Silveira revelou, durante a 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, promovida pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool, que o governo federal pretende ampliar de forma significativa o percentual de etanol adicionado à gasolina. A proposta prevê que a mistura passe ao patamar de 32%, com impacto direto no preço final ao consumidor.

Redução de importações e promessa de gasolina mais barata

De acordo com o chefe da pasta, o aumento da proporção de etanol na gasolina pode eliminar a necessidade de compra do combustível no mercado externo. Silveira afirmou que a medida reduziria em 500 milhões de litros por mês a importação de gasolina. “A gasolina ficará mais barata”, declarou o ministro, conforme reportado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Conflito no Oriente Médio impulsionou a decisão

O cenário internacional pesou na formulação da proposta. O agravamento do conflito no Oriente Médio provocou alta nos preços do petróleo, o que pressionou os custos dos derivados no Brasil. Diante disso, o governo decidiu acelerar a iniciativa para conter os impactos sobre os combustíveis e fortalecer o papel do etanol no mercado nacional.

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Crescimento da produção nacional sustenta a medida

A expectativa oficial é de que a produção brasileira de etanol registre um acréscimo de 4 bilhões de litros em 2026. No caso de Minas Gerais, a safra de açúcar e etanol deve alcançar 83 milhões de toneladas — crescimento superior a 11% em comparação com o ciclo anterior. Esses números sustentam a viabilidade da ampliação da mistura.

Testes técnicos e proposta inicial de 30%

O Ministério de Minas e Energia informou que testes já conduzidos no país atestaram a viabilidade técnica da nova proporção. Originalmente, a mistura estava prevista para atingir 30% em 2025, mas a revisão elevou o percentual para 32% diante das novas circunstâncias econômicas e geopolíticas.

Medida será temporária com possibilidade de prorrogação

A elevação da mistura terá caráter temporário e excepcional. A vigência será de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por período igual, a critério do Conselho Nacional de Política Energética. A proposta será formalmente levada ao colegiado na reunião agendada para o dia 7 de maio.

A iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de ações do governo federal voltadas a garantir o abastecimento energético do país e a promover soluções estruturais para o setor de combustíveis.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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