O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta quinta-feira (16) que o governo federal está disposto a elevar o endividamento do país para proteger a população dos efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio. Em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, o ministro defendeu que o prejuízo da guerra não pode ser transferido para o consumidor.
“Na minha opinião, se tiver de aumentar o endividamento do país, tem que fazer, para salvar a economia popular”, declarou Guimarães.
Foco nos combustíveis
O ministro reconheceu que as ações tomadas até agora para conter a alta dos combustíveis foram insuficientes e prometeu novos anúncios “logo, logo”. O objetivo é criar mecanismos para que a alta do petróleo no mercado internacional não encareça ainda mais o diesel e a gasolina nos postos brasileiros.
Segundo Guimarães, o governo trabalha com a estimativa de que o conflito dure, pelo menos, mais dois meses. As medidas que estão sendo elaboradas pela área econômica visam mitigar os impactos nesse período.
Equilíbrio fiscal em xeque?
Apesar de admitir o aumento da dívida, o ministro tentou tranquilizar o mercado ao sinalizar que o governo mantém o compromisso com a “responsabilidade fiscal e social”. A declaração ocorre um dia após o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 ao Congresso Nacional.
Para o chefe da articulação política, embora o Brasil não tenha relação direta com o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o país sofre as consequências de uma economia globalizada. “É uma guerra que nós não temos nada a ver com ela”, pontuou, justificando a necessidade de intervenção para evitar uma crise doméstica.
O que esperar para os próximos dias
-
Novas medidas: O Executivo deve detalhar ações para segurar os preços da energia e transportes.
-
Cenário de 60 dias: O planejamento atual foca em atravessar os próximos dois meses de instabilidade.
-
Orçamento: O debate sobre o aumento da dívida deve ganhar força nas discussões do PLDO no Congresso.
Créditos (Imagem de capa): Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Comentários: