Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 03 de Julho 2026
MENU
Carregando jogos...
Notícias / Política

Ministro da Fazenda de Lula critica sanções dos EUA a brasileiros por suposta ligação com PCC

Dario Durigan afirmou que investigações são de responsabilidade de autoridades nacionais, além de apontar risco de eventuais punições equivocadas

Ministro da Fazenda de Lula critica sanções dos EUA a brasileiros por suposta ligação com PCC
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a imposição de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a dois brasileiros e quatro empresas ligadas a eles por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão do governo americano foi divulgada nesta quarta-feira e ocorre após a gestão do presidente Donald Trump classificar, em maio, o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

    — Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil, são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), é a Receita Federal — disse o ministro, em entrevista concedida à TV Record. — E se eles a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC atingirem uma empresa legal? Esse é o problema, o cidadão não sabe como recorrer — completou.

    A designação de terrorismo prevê sanções, inclusive econômicas, a empresas e indivíduos que, mesmo inadvertidamente, possam ser relacionados às facções. Isso pode, em tese, fazer com que empresas americanas tenham receio de fazer negócios com determinados setores por temor de que haja envolvimento com organizações criminosas.

    Publicidade

    Leia Também:

    Após o anúncio, além de Durigan, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter visto com “preocupação” a medida, que pode gerar “efeitos indiretos relevantes sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras, em razão do risco de restrições regulatórias e eventual exposição a sanções secundárias”.

    "A decisão não surpreende o governo brasileiro: trata-se de desdobramento que já se antevia, após a classificação do PCC pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira", diz a nota da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), ligado ao Ministério da Justiça

    Em relação à sanção imposta ontem, o governo americano descreveu o PCC como a “maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental”, e afirmou que o grupo representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”.

    Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), o PCC representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos Estados Unidos por atuar na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em território americano, especialmente na Flórida, além de manter operações em países como Reino Unido, Turquia e Japão.

    Alvos das sanções

    Os principais alvos das sanções são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. O órgão americano afirma que Shimada fazia a ligação entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, mas não detalhou essas conexões.

    O Tesouro americano alega que o brasileiro lidera uma estrutura que movimentou mais de US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 155 milhões, em recursos ilícitos lavados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para enviar o dinheiro de volta ao Brasil em benefício do PCC.

    No Brasil, embora Shimada tenha extensa ficha criminal e já tenha sido condenado por integrar um esquema milionário de fraude, as autoridades não apontaram até o momento uma vinculação entre ele e suas empresas com a facção.

    Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes. Todas as três, juntamente com a empresa Avenidas Flutuantes, também de Shimada, mas sediada em Portugal, foram sancionadas.

    No Brasil, Shimada foi condenado por integrar um esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro contra o antigo Banco Votorantim, hoje BV. Além disso, ele é réu no caso Vai de Bet e Corinthians, que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o time e a casa de apostas.

    Fonte/Créditos: O GLOBO

    Créditos (Imagem de capa): O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

    Comentários

    O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

    Não possui uma conta?

    Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
    WhatsApp Aliados Brasil
    Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
    Termos de Uso e Privacidade
    Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
    Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
    PROSSEGUIR