Milhares de pessoas participaram neste sábado (23) de uma manifestação em Madri, na Espanha, para pedir a renúncia do primeiro-ministro Pedro Sánchez. O ato, chamado de “Marcha pela Dignidade”, reuniu manifestantes ligados a mais de 150 associações civis, segundo os organizadores.
Durante o protesto, participantes carregaram bandeiras da Espanha e faixas com críticas ao governo. Entre as principais reclamações estavam alegações de corrupção, a aproximação do governo com partidos separatistas catalães e legendas de esquerda, além de questionamentos sobre políticas adotadas pela administração Sánchez.
Os manifestantes também criticaram a atuação do governo em áreas como segurança pública, economia e instituições democráticas. Em discursos e cartazes, alguns participantes acusaram o Executivo de promover aparelhamento estatal e de enfraquecer a independência de órgãos públicos.
Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), enfrenta pressão crescente da oposição e de setores da sociedade civil em meio a controvérsias políticas que marcaram seu mandato. Seus apoiadores, por outro lado, defendem que o governo tem adotado medidas para fortalecer a economia e ampliar direitos sociais.
Até o momento, o governo espanhol não havia divulgado uma resposta oficial à manifestação.
O protesto ocorre em um cenário de forte polarização política no país, com debates intensos sobre a condução do governo, acordos parlamentares e investigações que envolvem figuras ligadas ao cenário político espanhol.
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