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Quinta-feira, 07 de Maio 2026
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Michelle Bolsonaro responde críticas dos enteados após questionar apoio do PL a Ciro Gomes

A ex-primeira-dama reforçou criticas à aproximação do PL com Ciro Gomes, mas pediu que enteados a entendam e a perdoem pelo posicionamento

Michelle Bolsonaro responde críticas dos enteados após questionar apoio do PL a Ciro Gomes
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Michelle Bolsonaro publicou uma nota nas redes sociais, nesta terça-feira (2/12), sobre as críticas que recebeu dos enteados, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ex-primeira-dama foi alvo de ataques após condenar a aproximação do diretório do Partido Liberal (PL) no Ceará com Ciro Gomes (PSDB), durante um evento partidário em Fortaleza (CE), nesse domingo (30/11).

“Eu jamais poderia concordar em ceder o meu apoio à candidatura de um homem que tanto mal causou ao meu marido e à minha família” afirmou Michelle.

Na nota, Michelle diz respeitar o posicionamento dos enteados, mas afirma ter o direito de expressar os pensamentos com liberdade e sinceridade. “Eu tenho o direito de não aceitar isso, ainda que essa fosse a vontade do Jair (ele não me falou se é)”, explica.

“Antes de ser uma líder política, eu sou mulher, sou mãe, sou esposa e, se tiver que escolher entre ser politica, mãe ou esposa, ficarei com as duas últimas opções”, afirma.

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Ao longo da nota, a esposa de Jair Bolsonaro reforça que, entre os motivos de não apoiar a candidatura de Ciro, está o fato de ele ter sido responsável por rotular o marido como “genocida”.

“Como ser conivente com o apoio a uma raposa política que se diz orgulhoso por ter feito a petição que levou à inelegibilidade do meu marido e se diz satisfeito com a perseguição que ele tem sofrido?”, questiona a ex-primeira-dama.

Michelle alega que Ciro não é e nunca defenderá os valores da direita, e que “sempre será um perseguidor e um maledicente contra Bolsonaro”. De acordo com ela, derrotar o PT apoiando o candidato tucano seria o mesmo que “trocar Joseph Stalin por Vladimir Lenin”.

A líder do PL Mulher também justifica que, mesmo que Bolsonaro não compartilhe da mesma opinião, muitas vezes são as esposas que são “chamadas a mostrar aos maridos que eles podem estar errando”.

Ao fim da nota, ela pede perdão aos enteados pela discordância política e diz que não foi a intenção contrariá-los. “No episódio de Fortaleza, eu fui apenas uma esposa defendendo o seu marido e a sua família de um homem que sempre nos atacou”.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Muitos têm me perguntado se vou responder às manifestações dos meus enteados: não vou!

Vivemos tempos difíceis. Enfrentamos tempestades de injustiças em mares de perseguição agitados. Nesses períodos, é normal que os nervos fiquem à flor da pele e podemos vir a machucar aqueles a quem jamais gostaríamos de magoar. Amo o meu marido, a minha filha e amo a vida dos meus enteados. Eu entendo e sofro a dor deles porque ela também é a minha dor.

Quero lutar junto com eles pela liberdade e pela vida do meu marido porque o amo; cuidarei dele e o defenderei com unhas e dentes, como uma leoa que defende a sua família! Eu respeito a opinião dos meus enteados, mas penso diferente e tenho o direito de expressar meus pensamentos com liberdade e sinceridade.

 

Antes de ser uma líder política, eu sou mulher, sou mãe, sou esposa e, se tiver que escolher entre ser política, mãe ou esposa, ficarei com as duas últimas opções. Cada pessoa é livre para tomar as suas decisões, e eu o faço considerando, coerentemente, os meus valores, a minha fé e os princípios de uma política honesta, limpa e que verdadeiramente transforme a vida das pessoas – é nisso que acredito e é por esses objetivos que tenho trabalhado todos os dias.

Diante disso, eu jamais poderia concordar em ceder o meu apoio à candidatura de um homem que tanto mal causou ao meu marido e à minha família. Como apoiar (ou deixar de, caridosamente, admoestar quem apoia) um homem que foi responsável por implantar a narrativa que rotulou o meu marido como genocida? Como ficar feliz com o apoio à candidatura de um homem que xinga o meu marido o tempo todo de ladrão de galinha, de frouxo e tantos outros xingamentos?

 

Como ser conivente com o apoio a uma raposa política que se diz orgulhoso por ter feito a petição que levou à inelegibilidade do meu marido e se diz satisfeito com a perseguição que ele tem sofrido? Como eu olharia nos olhos da minha filha quando ela um dia me questionasse por que eu teria apoiado (ou não falei nada quando pessoas do meu partido apoiaram) o homem que tanto mal fez ao pai dela? Desculpem-me; não sou assim!

Acredito em uma política diferente. Não basta derrotar o PT e a esquerda; é preciso fazê-lo mantendo-nos fiéis aos nossos valores e agirmos de maneira coerente com eles. Foi por isso, e apenas por isso, que me manifestei no Ceará. Não podia ficar calada diante desses acontecimentos.

 

Meu marido tem um coração bom (bom até demais!) e, por isso, tenho o dever de defendê-lo e de me manifestar contra situações que eu sei, serão prejudiciais a ele. Ciro Gomes não é e nunca será de direita. Nunca defenderá os nossos valores. Sempre será um perseguidor e um maledicente contra Bolsonaro.

No evento, vi nos olhos do povo que ama Bolsonaro o mesmo desconforto e insatisfação que eu sinto. Penso que derrotar o PT dessa forma seria o mesmo que trocar Joseph Stalin por Vladimir Lenin. Aqueles que defendem essa aliança são livres para continuar com ela, mas não deveriam me criticar por não aceitá-la. Eu tenho o direito de não aceitar isso, ainda que essa fosse a vontade do Jair (ele não me falou se é).

Muitas vezes, somos nós, esposas, que somos chamadas a mostrar aos nossos maridos que eles podem estar errando. Isso é normal em qualquer casamento e um precisa ajudar o outro. No episódio de Fortaleza, eu fui apenas uma esposa defendendo o seu marido e a sua família de um homem que sempre nos atacou.

Peço aos meus enteados que me entendam e me perdoem. Não foi minha intenção contrariá-los. Eu, assim como eles, quero apenas o melhor para o nosso herói, seu pai, meu esposo e o maior líder que esse país já teve – Jair Messias Bolsonaro.

 

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Reprodução/redes sociais

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