O deputado federal Mário Frias (PL-SP) reagiu nesta segunda-feira (5) às declarações do ator Wagner Moura, feitas em um programa da revista The Hollywood Reporter, exibido na última sexta-feira (2). Na entrevista, o artista afirmou que teria sido alvo de uma “censura cínica” durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao comentar o período entre 2018 e 2022, Wagner Moura disse
“O Brasil, de 2018 a 2022, estava sob censura. Não censura igual durante a ditadura, mas uma censura cínica, onde eles tornam seu filme impossível de ser lançado. E quem estava contra o que estava acontecendo lá sofreu muitas consequências. Eu dirigi um filme chamado Marighella que foi censurado”.
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A fala do ator se referiu ao longa Marighella, dirigido por ele, que retrata a trajetória do militante comunista Carlos Marighella.
Resposta de Frias: “Wagner Moura mente”
Em reação direta, Mário Frias publicou uma longa resposta na rede social X, contestando a versão apresentada pelo ator e negando qualquer tipo de censura ao filme.
“Wagner Moura mente. E mente muito. Eu afirmo categoricamente que o filme dele JAMAIS foi alvo de censura. Mas preciso dizer algo com clareza: o ator que fala neste vídeo é o mesmo que, há décadas, apoia as atrocidades de regimes socialistas na América Latina — regimes que atuam de forma muito semelhante ao da Venezuela. O mesmo ator que hoje discursa sobre censura é aquele que fez campanha política para Lula, um líder que apoia Nicolás Maduro, ícone da censura na América Latina”.
Críticas a Lula e a regimes de esquerda
Na sequência, o deputado ampliou a crítica, mencionando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e governos de esquerda no continente.
“Lula, por sua vez, mantém alinhamento com ditaduras como a venezuelana e a cubana. A contradição é evidente. Acredito que os outros atores sentados à mesa desconhecem a verdadeira face desses regimes latino-americanos. Se soubessem, estariam envergonhados de dividir espaço com alguém que se diz defensor da liberdade, critica a censura, mas apoia Chávez, Maduro e Lula”.
Critica ao meio artístico e mensagem final
Mário Frias prosseguiu com críticas duras ao meio cultural e cinematográfico, associando artistas a governos autoritários e acusando-os de hipocrisia política.
“Trata-se de um ator sustentado pelo mesmo Estado que oprime, prende ilegalmente e mata o próprio povo. Alguém que afirma representar o povo, mas é financiado tanto por esse Estado quanto por elites financeiras que sustentam um regime covarde, autoritário e violento que há décadas assola a América Latina. (…) Saúdo o povo da Venezuela, que hoje pode sonhar com um futuro diferente para seu país. Enquanto isso, nós, brasileiros, ainda lutamos para sobreviver a um regime que se diz democrático, mas age de forma cada vez mais autoritária. E a vocês, celebridades do cinema: tenham cuidado. Ao promover mesas-redondas com atores que apoiam abertamente regimes totalitários, vocês dão palco a quem compactua com a perseguição e a morte de pessoas que, ironicamente, também pagam para assistir aos seus filmes. Vergonha de todos vocês.”
A troca de declarações intensificou o embate político entre representantes da direita e figuras do meio artístico, reabrindo o debate sobre censura, financiamento cultural e alinhamentos ideológicos no Brasil.

Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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