O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, passou a ser tratado como principal aposta no círculo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar o comando do Ministério da Justiça, após a saída de Ricardo Lewandowski.
A avaliação ganhou corpo nos bastidores desde que Lewandowski formalizou o pedido de demissão, movimento que abriu uma disputa interna pela sucessão na pasta responsável por áreas centrais da segurança pública e do sistema de Justiça.
Apoios internos reforçam a candidatura
Segundo apuração junto a integrantes do Partido dos Trabalhadores e a pessoas ligadas ao Prerrogativas, figuras de peso do governo enxergam com bons olhos a indicação de Carvalho. Entre os entusiastas estariam a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Aliados relatam que o advogado tem preferência por seguir atuando na sociedade civil, mas não descarta aceitar o convite caso ele parta diretamente do presidente. A avaliação é de que o peso institucional do cargo pode falar mais alto do que considerações pessoais.
“Quando interpelado sobre esse assunto, ele tem dito que a vaidade é menor que a responsabilidade”, relatou um interlocutor próximo ao coordenador do Prerrogativas.
Comando interino e cenário de transição
Enquanto Lula avalia o nome definitivo, o ministério permanece sob gestão interina do secretário-executivo Manoel Almeida, atual número dois da pasta. A permanência temporária de Almeida é vista como uma solução técnica para garantir continuidade administrativa durante o período de indefinição.
Outros nomes no radar do Planalto
Além de Carvalho, aliados do presidente citam alternativas. Um dos nomes lembrados é o do senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado. No entanto, há incerteza quanto à sua disponibilidade, já que Pacheco pode ser candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano.
Outra possibilidade discutida nos bastidores é efetivar Manoel Almeida no cargo, mantendo a atual estrutura do ministério. Também há, dentro do PT, quem defenda uma reorganização da Esplanada, com a criação de um Ministério da Segurança Pública, o que poderia alterar completamente o desenho da sucessão.
Decisão ainda em aberto
Lula tem sinalizado a aliados que não tem pressa para anunciar o sucessor de Lewandowski. A avaliação do presidente é de que a escolha precisa considerar tanto o perfil político quanto a capacidade de articulação institucional, em um momento de pressão crescente sobre a agenda de segurança pública.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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