O Brasil ganhou duas Unidades de Conservação no extremo sul do território. Trata-se do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, na zona costeira e marítima do município gaúcho de Santa Vitória do Palmar. Ambas potencializam o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
O decreto que criou as áreas foi publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira (6). O documento determina que as áreas têm o objetivo de proteger os ecossistemas naturais de valor ecológico, socioeconômico e científico.
A proposta de criação das Unidades foi discutida ao longo de duas décadas. Juntas, as áreas somam mais de 1,06 milhão de hectares, cerca de sete vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Ambos os locais serão geridos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Diferenças das áreas
As duas áreas pertencem a diferentes categorias de Unidades de Conservação. O objetivo é equilibrar a preservação e o uso econômico do espaço. O Parque Nacional Marinho do Albardão será voltado à preservação ambiental, à pesquisa científica e ao ecoturismo, já que sua criação assegura o uso não extrativista do local.
Com pouco mais de um milhão de hectares, é o maior parque marinho do Brasil, superando nomes como Abrolhos, na Bahia, e Fernando de Noronha, em Pernambuco.
As paisagens do parque incluem campos de dunas, lagoas costeiras, praia arenosa e fundos marinhos. Também há dezenas de quilômetros de concheiros, formados ao longo de milhares de anos por grandes depósitos de conchas, restos de alimentos e instrumentos, resultando em um patrimônio geológico e paleontológico de grande valor científico.
A região também é estratégica para o ciclo de vida de diversas espécies ameaçadas, como tartarugas marinhas, toninhas, botos-de-Lahille, tubarões e raias. Além disso, a área é utilizada por aves marinhas migratórias e residentes para alimentação, reprodução e desenvolvimento.
Turismo na região
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, as novas unidades de conservação devem valorizar o potencial de desenvolvimento de atividades turísticas sustentáveis na região. As paisagens naturais únicas das redondezas são chamadas de Lençóis Rio-Grandenses.
Com os atrativos da fauna e da paisagem, a região do Parque Nacional do Albardão pode se tornar um polo para atividades como trilhas, cicloturismo, trekking e maratonas, podendo atrair uma hotelaria sustentável nos arredores da cidade de Santa Vitória do Palmar.
Vale ressaltar que o parque é uma unidade de proteção integral, admitindo apenas o uso indireto dos recursos naturais, ou seja, que não envolve coleta, consumo, dano ou destruição.
Parques nacionais brasileiros

Fonte/Créditos: CNN
Créditos (Imagem de capa): Divulgação/ICMBio
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