A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) detectou na manhã desta sexta-feira, 22 de maio, um novo tremor de terra no litoral do Rio de Janeiro. O abalo, de magnitude 3.1 na escala Richter, foi registrado por volta das 6h50 no Oceano Atlântico, a cerca de 100 quilômetros do município de Maricá. Foi o segundo evento sísmico na mesma região em menos de dois dias.
Primeiro tremor ocorreu na madrugada de quinta-feira
O sismo anterior havia sido captado na madrugada de quinta-feira, 21, por volta das 5h, com magnitude ligeiramente superior: 3.3 na escala Richter. Técnicos do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) realizaram a análise dos dados coletados pelas estações de monitoramento. Segundo a RSBR, até o momento nenhum morador da faixa litorânea relatou ter sentido as vibrações provocadas pelos dois eventos.
Especialista afirma que fenômeno é rotineiro no Brasil
O sismólogo do Observatório Nacional e da RSBR, Gilberto Leite, esclareceu que pequenos tremores são comuns no território brasileiro e não representam risco à segurança das cidades. De acordo com ele, a liberação de energia resulta das pressões exercidas pelas placas tectônicas sobre a crosta terrestre. A grande maioria dos abalos tem baixa intensidade e sequer é percebida pela população.
Sudeste concentra principal atividade sísmica marítima do país
Gilberto Leite ressaltou ainda que o litoral da Região Sudeste abriga a zona de maior atividade de terremotos no mar em todo o Brasil. O trabalho contínuo de monitoramento permite catalogar o histórico de movimentações geológicas da área, que é caracterizado por eventos de baixa intensidade, sem capacidade de causar danos a infraestruturas ou habitações.
Ciência ainda não consegue prever novos abalos
A comunidade científica reiterou que a tecnologia disponível atualmente não é capaz de antecipar o comportamento das falhas geológicas. Pesquisadores não dispõem de ferramentas para determinar se a costa fluminense sofrerá novas oscilações nos próximos dias, nem para estimar a magnitude ou o horário de eventuais tremores futuros.
O Observatório Nacional, com o suporte do Serviço Geológico do Brasil, mantém estações sismográficas em estado de alerta permanente em todo o país. A varredura ininterrupta das ondas sísmicas assegura a coleta sistemática de dados e a atualização dos relatórios oficiais do governo federal a respeito da estabilidade do solo brasileiro.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Foto: Divulgação/RSBR
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