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Justiça considera ilegal estátua de Stalin no norte da Rússia

Decisão é desta quarta-feira

Justiça considera ilegal estátua de Stalin no norte da Rússia
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Nesta quarta-feira (9), a Justiça da Rússia considerou ilegal a instalação de uma estátua do líder soviético, Josef Stalin, em frente a um museu dedicado ao exílio czarista e soviético na região de Vologda, no norte do país.

O Tribunal de Arbitragem de Vologda acatou a ação movida pelo Ministério Público (MP), que pedia a anulação do contrato assinado entre o museu e uma empresária particular no valor de 10,5 milhões de rublos (cerca de R$ 710 mil).

 

O MP denunciou que o custo da instalação é exorbitante, além de alegar que nunca foi realizada uma licitação pública para a obra, segundo informa o portal Meduza.

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O governador de Vologda, George Filimonov, que promoveu a inauguração de três monumentos dedicados à memória do autocrata na região desde 2024, descartou uma possível desmontagem, tema que considerou “fora de discussão”.

A empresária, Yekaterina Lozhenitsina, afirmou que recorrerá da decisão. Ela argumentou que, até a conclusão do processo, ninguém pode remover a estátua, que foi inaugurada em dezembro de 2024.

Stalin residiu no prédio por alguns meses entre 1911 e 1912. Entre 1937 e 1956, o local abrigou um museu dedicado à sua figura.

Desde a chegada ao poder do atual presidente russo, Vladimir Putin, em 2000, aproximadamente uma centena de monumentos em homenagem a Stalin foram instalados, tendência que se acelerou desde a anexação da península ucraniana da Crimeia em 2014.

Nos últimos anos, Putin defendeu a figura de Stalin e criticou o fundador da União Soviética, Vladimir Lenin, por lançar as bases legais para a desintegração do país.

A recente instalação de um baixo-relevo em uma das estações do metrô de Moscou, que inclui uma grande estátua de Stalin, causou indignação entre opositores e ativistas de direitos humanos.

Em fevereiro, as autoridades de Kaliningrado, enclave russo incrustado entre Polônia e Lituânia, se recusaram a instalar um monumento a Stalin a pedido dos comunistas locais, por considerar que tal iniciativa não contribui para a unidade da sociedade.

Os comunistas russos deram há alguns dias um passo a mais na reabilitação de Stalin ao condenar as críticas ao culto à personalidade do líder soviético, proferidas em 1956 durante o histórico 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética.

O Partido Comunista da Rússia aprovou, durante seu congresso, uma resolução na qual classifica de “errôneo e politicamente enviesado” o relatório apresentado em 25 de fevereiro de 1956 pelo então secretário-geral, Nikita Khrushchev.

No 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, Khrushchev acusou Stalin de promover o culto à personalidade, de quebrar o princípio de decisões colegiadas no seio do partido e de ser pessoalmente responsável pela repressão e deportação de milhões de pessoas.

*Com informações da Agência EFE

Créditos (Imagem de capa): Busto de Josef Stalin, em Moscou (Imagem ilustrativa) Foto: EFE/Maxim Shipénkov

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