Uma polonesa de 24 anos, identificada como Klaudia K., sucumbiu aos ferimentos fatais sofridos após ser brutalmente atacada por um venezuelano de 19 anos na cidade de Toruń, no centro da Polônia, no início deste mês. Ela morreu na sexta-feira, 27 de junho, após lutar por sua vida por duas semanas no hospital.
A agressão ocorreu na madrugada de 12 de junho, enquanto Klaudia voltava para casa após seu turno como garçonete. O agressor, Yomeykert R.-S., teria a estuprado brutalmente e a esfaqueado dezenas de vezes na cabeça, pescoço e peito com uma faca. Um transeunte ouviu seus gritos, interveio e assustou o agressor, permitindo a chegada dos serviços de emergência.
O agressor, que chegou à Polônia em fevereiro como migrante legal, foi preso logo após o ataque. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.
A natureza trágica do crime desencadeou indignação pública e protestos anti-imigração em Toruń, com manifestantes pedindo controles de fronteira mais rigorosos.
A notícia do ataque brutal chega num momento em que cidadãos comuns estão tomando a lei e a ordem em suas próprias mãos: autodeclaradas "patrulhas cidadãs" — algumas delas com centenas de pessoas — se reuniram no lado polonês da fronteira com a Alemanha para se opor ao retorno de migrantes que as autoridades alemãs descobriram que entraram ilegalmente da Polônia.
Nos últimos dois anos, a Alemanha enviou de volta milhares desses migrantes, provocando uma crescente reação na Polônia. O partido conservador de oposição Lei e Justiça (PiS) acredita que o governo de esquerda liberal liderado por Donald Tusk está fazendo muito pouco para conter a migração.