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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
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Jogador de polo aquático denuncia agressão sexual debaixo d'água

Aidan Romain também acusa de racismo ex-companheiro de equipe nos EUA

Jogador de polo aquático denuncia agressão sexual debaixo d'água
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Um jogador de polo aquático rompeu o silêncio e decidiu denunciar um companheiro de equipe por agressão sexual e racismo.

Aidan Romain, agora com 18 anos, contou à "Vanity Fair" detalhes de meses de assédio por parte de Lucca Van der Woude enquanto estudava na prestigiosa Harvard-Westlake School, em Los Angeles (Califórnia, EUA).

Numa ocasião, Aidan, que é negro, sentiu alguém agarrar suas nádegas e inserir um dedo. A experiência o chocou — ainda mais quando percebeu que era seu colega de equipe, Lucca, que é branco.

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"Era racismo puro e simples", desabafou ele. "Eu fiquei tipo, 'Por que você fez isso? O que você está fazendo?'. Ele apenas riu", completou o atleta.

Aidan também alegou ter passado por vários episódios em que foi alvo de racismo e insultado com termos pejorativos e racistas.

"Eles não faziam questão de esconder", disse Aidan, referindo a Lucca e outro compnaheiro de equipe, identificado apenas como Kim. "Quando as luzes se apagavam, eles diziam: 'Onde está o Aidan?' ou 'Onde está o negro?'"

Além dessas agressões, segundo o processo, Aidan declarou que Lucca e Kim "o chicoteavam" na sala de musculação com uma corda de pular de uso esportivo.

De acordo com o processo, um colega de equipe começou a proferir insultos racistas contra outro jogador negro no ônibus da equipe durante viagem à Espanha.

Quando esse atleta pediu que o abusador parasse, outro colega de equipe teria avisado Aidan e o outro jogador para ficarem quietos, dizendo que ninguém acreditaria em "dois jogadores negros".

Em destaque, Aidan Romain e Lucca Van der Woude, acusado de agressão sexual e racismo — Foto: Reprodução
Em destaque, Aidan Romain e Lucca Van der Woude, acusado de agressão sexual e racismo — Foto: Reprodução

Tudo isso teve um impacto devastador na família de Aidan.

"Fiquei chocado que Aidan pudesse ter contado para as pessoas na escola e ninguém fez nada", disse Alex Romain, pai de Aidan. "Ninguém disse nada. Ninguém nos contou nada. Não conseguimos dormir direito desde outubro de 2023", acrescentou ele, às lágrimas.

Em 28 de fevereiro de 2024, Lucca foi preso. Meses depois, ele admitiu em tribunal juvenil ter praticado penetração sexual com objeto estranho contra menor, como parte de acordo judicial. A acusação envolvendo Aidan foi posteriormente retirada.

A escola também concluiu não ter havido agressão sexual.

Agora, Aidan foi à Justiça com um processo civil contra Harvard-Westlake, funcionários da escola e Lucca.

"Lucca nega todas as acusações contra ele, conforme entendemos que foram feitas pela equipe de Romain. Não houve testemunhas dessas alegações e não houve queixas por mais de 18 meses", escreveu um dos seus advogados.

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