O senador Jaques Wagner (PT-BA) assumiu nesta sexta-feira (26) a relação com o banqueiro ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. Ele também reclamou da operação da PF (Polícia Federal) e disse que os contratos da instituição financeira com sua nora ficaram acima dos R$ 3,5 milhões divulgados.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o senador sustentou a posição de que conheceu Augusto Lima e nutriu uma relação com ele, mas ponderou que não tem nenhum envolvimento com a empresa da nora.
“Conheci Augusto Lima no processo de privatização [do Cesta do Povo]. Criou-se uma relação. Sei que muita gente tem consultorias espalhadas pelo país. Eu poderia ter uma consultoria, não poderia? Não tenho. A Polícia Federal está construindo uma tese de que essa empresa da minha nora na verdade foi construída para me servir. Não tenho nada a ver com a empresa”, disse.
De acordo com o senador, a PF precisa comprovar uma relação de troca entre ele e os empresários. Jaques confirmou a relação com empresários e disse que pegar carona em jatinhos não configuram um “problema”.
O senador ainda disse que esteve com Daniel Vorcaro duas vezes, mas que não teme que a relação com Augusto Lima associe ele ao escândalo completo do Banco Master.
“Não tenho nada a ver. Conheci o Vorcaro duas vezes. Quando ele veio se apresentar, que virou sócio, e quando eu fui levar o ministro [Ricardo] Lewandowski. O Augusto Lima disse: ‘A gente precisa melhorar o padrão do banco. Você tem alguma sugestão para a área jurídica?’ Eu disse: ‘O ministro Lewandowski tem pouco tempo que se aposentou, não vejo outro nome melhor. Não sei se ele quer.’ Perguntei e ele disse: ‘Só quero se eu for tipo chefe da consultoria jurídica.’ Fui acompanhar o ministro para ele conhecer o Daniel”, disse.
Fonte/Créditos: CNN
Créditos (Imagem de capa): Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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