A polícia italiana prendeu neste sábado, 27, o brasileiro João Guilherme Correa (foto), condenado no Brasil pelo assassinato de um casal em 2009 e investigado por integrar uma organização neonazista internacional.
A captura ocorreu em uma propriedade rural na região de Pavia, próxima a Milão.
Segundo as autoridades, Correa apresentou um passaporte falso ao ser abordado. Ele foi levado para a Delegacia Central de Milão e deverá permanecer preso até a conclusão do processo de extradição para o Brasil.
Correa estava foragido desde março de 2025. Três dias depois da fuga, foi condenado a 35 anos e dois meses de prisão pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Pereira, mortos em uma emboscada na região metropolitana de Curitiba.
De acordo com o Ministério Público do Paraná, o crime teve origem em uma disputa pelo comando de um grupo que cultuava Adolf Hitler.
Fuga
Além da condenação pelo duplo homicídio, Correa responde a um processo por suposta participação na organização neonazista Hammerskin Nation. As investigações apontam que ele ocupava posição de liderança no braço brasileiro do grupo.
A fuga ocorreu após ele convencer a central de monitoramento a desligar temporariamente sua tornozeleira eletrônica sob a alegação de que passaria por uma cirurgia de emergência.
O procedimento nunca aconteceu, e ele também não compareceu ao julgamento.
A localização do foragido foi possível após a apreensão dos celulares da namorada e dos pais dele, em maio deste ano.
As informações ajudaram a reconstituir sua rota de fuga até a Itália. Segundo a Polícia Federal, Correa passou a integrar a Difusão Vermelha da Interpol em outubro de 2025.
Repercussão na Itália
A prisão repercutiu na Itália. Em nota, o deputado Angelo Bonelli, da Aliança Verdes e Esquerda, afirmou que a captura representa “uma conquista importante na luta contra o neonazismo internacional e contra aqueles que promovem o ódio, o racismo e a violência. As organizações neonazistas representam uma ameaça à democracia e devem ser combatidas com a máxima determinação e por meio de uma cooperação internacional cada vez mais estreita.”
O delegado Umberto Ramos informou que Correa permanecerá preso em um presídio na região de Milão enquanto aguarda os trâmites de extradição, procedimento que pode levar de seis meses a um ano.
Fonte/Créditos: O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): Reprodução G1. Globo
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