A tentativa de Rico Melquiades, 33 anos, de migrar do universo do entretenimento para a política escancarou uma contradição que ele ainda não conseguiu resolver. O influenciador, vencedor de A Fazenda 13, anunciou filiação ao PSDB com a intenção de disputar uma cadeira de deputado federal por Alagoas nas eleições de 2026. Apesar de ter audiência expressiva, nome reconhecido e capacidade de gerar repercussão nas redes, ele segue sendo tratado como figura do entretenimento — e não como um ator político relevante.
Deboche e barraco: atributos que funcionam no reality, mas não na política
A fama de Rico Melquiades foi construída sobre deboche e confrontos, ingredientes que garantem audiência em reality shows, mas que criam barreiras quando o objetivo é conquistar credibilidade política. Nas redes sociais, ele tenta se posicionar como provocador em pautas alinhadas ao debate conservador e à direita. O encaixe, porém, não acontece em nenhum dos espectros.
Rejeitado pela esquerda e pela direita ao mesmo tempo
Do lado progressista, a movimentação de Rico é vista como ruptura ou puro oportunismo. Já entre os setores mais conservadores, sua trajetória como influenciador LGBTQIA+ funciona como obstáculo para ser aceito no grupo. O resultado é um vácuo político: ele fala alto, mas ninguém parece disposto a ouvi-lo com seriedade.
Histórico com apostas online e participação na CPI das Bets
Há um outro capítulo que pesa sobre a imagem de Rico Melquiades. Ele foi um dos influenciadores citados em investigações sobre a divulgação de plataformas de apostas online, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. Em 2025, o influenciador prestou depoimento na CPI das Bets, no Senado.
Mais recentemente, ele publicou um vídeo no Instagram em que ataca a Lei Rouanet e, na mesma peça, defende influenciadores ligados ao chamado “jogo do tigrinho” — grupo do qual ele próprio faz parte.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se