A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (21) que o sistema de impedimento semiautomático passará a ser utilizado na Série A do Campeonato Brasileiro a partir da 20ª rodada, que marca o início do segundo turno da competição e será disputada no próximo fim de semana.
A tecnologia foi aprovada após passar por testes nas últimas semanas em partidas das categorias de base e também em jogos da própria Série A. A confirmação foi feita durante uma reunião entre a CBF e representantes dos clubes, realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro.
Embora a implementação já estivesse prevista desde maio, a CBF optou por adiar a confirmação oficial para garantir que toda a infraestrutura estivesse pronta antes da estreia do sistema, processo que levou cerca de oito meses.
Segundo a entidade, todos os estádios dos clubes da Série A já estão preparados para operar a nova tecnologia. Além deles, a Arena Crefisa Barueri, utilizada pelo Palmeiras quando o Allianz Parque recebe eventos, também contará com o sistema após contratação realizada pelo clube.
Como funciona o impedimento semiautomático
O sistema será operado com aproximadamente 30 aparelhos celulares instalados ao redor do estádio.
Esses dispositivos precisam de alimentação elétrica e conexão com a internet para registrar toda a partida em resolução 4K e a 100 quadros por segundo, permitindo a criação de uma réplica digital completa do jogo.
A tecnologia é fornecida pela empresa Genius Sports, responsável pelo mesmo sistema utilizado em competições como a Premier League, o Campeonato Mexicano e o Campeonato Belga.
De acordo com a CBF, atualmente 65 estádios em todo o mundo já utilizam o impedimento semiautomático.
O sistema ganhou destaque internacional após sua utilização na Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Tempo de análise deve cair 33%
Segundo dados apresentados pela CBF, com base na experiência das ligas que já utilizam o sistema, o impedimento semiautomático reduz em aproximadamente 33% o tempo necessário para a análise dos lances de impedimento.
A tecnologia auxilia a equipe do VAR na identificação da posição dos jogadores, tornando a tomada de decisão mais rápida e precisa.
O que acontece se houver falha no sistema?
A CBF informou que, caso o sistema — conhecido internacionalmente como Semi-Automated Offside Technology (SAOT) — apresente qualquer problema técnico durante uma partida, treinadores, capitães das equipes e o público presente no estádio serão comunicados sobre a indisponibilidade da tecnologia.
Nesses casos, a arbitragem voltará a utilizar o procedimento tradicional do VAR, com a análise por meio da linha manual de impedimento, método empregado nas primeiras 19 rodadas do Campeonato Brasileiro.
Implantação foi adiada para concluir testes
A expectativa inicial da CBF era iniciar a edição de 2026 do Brasileirão já com o impedimento semiautomático em funcionamento.
Entretanto, a entidade decidiu adiar a estreia da tecnologia para realizar visitas técnicas a todos os estádios que receberiam o novo sistema, garantindo que a estrutura estivesse adequada antes da implementação oficial.
Créditos (Imagem de capa): Sistema foi instalado em vários estádios brasileiros - Imagem: Maksim Konstantinov/Shutterstock
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