Uma explosão de grandes proporções envolvendo um caminhão que transportava gás provocou, na manhã de sexta-feira, a morte de ao menos quatro pessoas e deixou outras 20 feridas na Região Metropolitana de Santiago, no Chile. O acidente ocorreu por volta das 8h, nas proximidades da comuna de Renca, e mobilizou equipes de emergência ao longo de todo o dia.
Segundo as autoridades chilenas, o motorista do veículo, pertencente à empresa Gasco, perdeu o controle do caminhão e colidiu contra a barreira de contenção em uma curva que conecta a Rota 5 à Autopista General Vázquez, trecho conhecido como “rota da morte”. O condutor e outras três pessoas morreram no local.
Dez vítimas sofreram ferimentos graves e foram encaminhadas a hospitais em estado crítico, quatro delas com mais de 50% do corpo queimado. Outras dez pessoas procuraram atendimento médico por conta própria. Cinco feridos permanecem em risco de vida.
As causas do acidente ainda são investigadas. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, a bombona do caminhão teria se fissurado após o tombamento, provocando o vazamento do gás e, em seguida, sua ignição a partir de uma faísca. A nuvem de gás se espalhou por cerca de 800 metros ao redor do ponto do impacto.
A explosão gerou uma densa coluna de fumaça, visível de diferentes pontos da capital chilena, segundo a agência AFP. A intensidade do incêndio foi tamanha que as chamas chegaram a derreter câmeras de segurança instaladas na área. O Corpo de Bombeiros estimou que a temperatura no centro da explosão atingiu 840 graus Celsius, informou o site BioBio.
O general da polícia Víctor Vielma afirmou que a explosão alcançou “alguns veículos que se encontravam no interior de um recinto vizinho e afetou um domo existente no setor”. Ao todo, 99 veículos foram destruídos.
Somente às 21h o general Víctor Vielma, chefe de Trânsito e Rodovias dos Carabineros, confirmou que a situação estava sob controle. Até então, equipes técnicas trabalharam para liberar, por meio de uma válvula de segurança, o gás que permanecia na bombona do caminhão, medida considerada essencial para evitar novas explosões.
Uma das hipóteses levantadas preliminarmente aponta para possível excesso de velocidade do caminhão. O limite no trecho é de 70 km/h, mas a imprensa chilena relata que veículos frequentemente trafegam a até 100 km/h no local.
Após o episódio, a Confederação Nacional de Transporte de Carga do Chile ressaltou a necessidade de fiscalização permanente e de modernização profunda da infraestrutura viária. Segundo dados do setor, cerca de 90% das cargas no país são transportadas por caminhões.
A empresa proprietária do veículo será investigada. De acordo com o ex-promotor Rodrigo Ríos, será necessário apurar se houve negligência no cumprimento das normas de segurança.
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