Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 08 de Maio 2026
MENU
Notícias / Saúde

Hantavírus: Um guia com tudo o que precisa saber sobre a doença

Especialistas dizem se há risco de pandemia

Hantavírus: Um guia com tudo o que precisa saber sobre a doença
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Organização Mundial da Saúde (OMS) investiga cinco casos de hantavírus em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina em direção a Cabo Verde, na África. Três pessoas morreram na embarcação.

A doença deixou a sociedade em alerta, ainda sob as lembranças recentes da pandemia de Covid-19, que matou mais de 7 milhões de pessoas em todo o mundo e deixou de ser uma emergência global de saúde pela OMS apenas em maio de 2023.

Preparamos  um guia, para você, leitor, com as principais informações sobre a doença: os riscos, tratamentos, contaminação e se há, de fato, o risco de a infecção se tornar uma pandemia como a enfrentada entre 2020 e 2023.

Publicidade

Leia Também:

Confira:

O QUE É O HANTAVÍRUS?
O hantavírus pertence à família Hantaviridae e compõe um grupo com mais de 20 espécies de vírus transmitidos por roedores silvestres através da inalação de partículas de excrementos ou saliva.

Diferentemente dos ratos urbanos, esses animais habitam áreas rurais e infectam humanos em locais de armazenamento. A doença é predominantemente identificada nessas áreas, mas a ocorrência em um navio de cruzeiro liga o alerta para novas áreas de atuação do vírus.

TRANSMISSÃO
A transmissão do hantavírus ocorre principalmente pela inalação em locais com fezes ou urina de ratos ou ratazanas-do-mato, sendo rara entre humanos. O contágio também pode acontecer por contato direto com superfícies contaminadas ou através de mordeduras e pequenos ferimentos na pele exposta.

Para prevenir a infecção, é essencial ventilar ambientes fechados antes da limpeza e umidificar o chão com desinfetantes para evitar que a poeira suba. O uso de máscaras de proteção e a vedação de frestas ajudam a impedir a entrada de ratos e o contato com o vírus.

SINTOMAS
No corpo humano, a infecção pode causar a síndrome cardiopulmonar, que começa como uma gripe forte, com febre, dor muscular e dor de cabeça. Se não for tratada rapidamente, a condição evolui para problemas respiratórios graves e queda na pressão arterial, já que o vírus ataca os pulmões e o coração. Embora rara, a infecção preocupa as autoridades de saúde devido à sua taxa de letalidade muito elevada, que varia de 35% a 45%.

TRATAMENTO
Não existe cura ou antiviral específico para o hantavírus, sendo o tratamento focado no suporte intensivo hospitalar. O paciente deve ser monitorado em UTI para estabilizar as funções vitais por meio de oxigenação e medicamentos para controle dos sintomas. O foco principal é o suporte respiratório, muitas vezes utilizando ventilação mecânica.

O diagnóstico precoce é fundamental para mitigar os riscos, garantindo intervenção rápida nas complicações cardíacas e pulmonares.

HANTAVÍRUS NO BRASIL
O primeiro registro de morte pela doença no país ocorreu em 1993. Desde então, foram 540 óbitos em 2.377 casos confirmados, concentrados principalmente em zonas rurais. Desde o início do ano, foram oito casos confirmados. Atualmente, 11 estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde em todo o território nacional.

HÁ RISCO DE PANDEMIA?
De acordo com especialistas, o hantavírus apresenta diferenças consideráveis em relação ao coronavírus. A dra. Lilian Ávilla, infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, falou à CNN sobre os riscos de uma contaminação global.

— Por enquanto, a avaliação da Organização Mundial da Saúde é que o risco de o hantavírus causar uma nova pandemia é muito baixo. Todos os cuidados têm sido tomados para que os casos detectados até o momento sejam isolados, para que não ocorra o risco de transmissão para outras pessoas — declarou a médica.

Ainda que a expectativa seja otimista, a especialista alerta para o monitoramento adequado da doença.

— Todo vírus com potencial de mutação e transmissão entre humanos merece vigilância epidemiológica constante. O monitoramento é importante justamente para identificar precocemente qualquer mudança no comportamento do vírus — alertou.

Fonte/Créditos: Pleno News

Créditos (Imagem de capa): Foto: Prefeitura do Rio/Marcos de Paula

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR