O grupo terrorista Hamas declarou nesta sexta-feira (29) que está utilizando reféns israelenses como escudos humanos durante a ofensiva das Forças de Defesa de Israel (FDI) na cidade de Gaza.
O porta-voz militar da facção, Abu Obeida, afirmou que os cativos permanecem ao lado dos combatentes nos pontos de confronto, submetidos aos mesmos riscos.
“Preservaremos a vida dos reféns na medida do possível. Eles permanecerão com nossos combatentes nos lugares de confronto, expostos aos mesmos perigos”, declarou.
A declaração ocorre em meio à intensificação das operações israelenses, que já deram início às etapas preliminares de uma ofensiva terrestre em Gaza. O local, considerado estratégico para o Hamas, volta a ser o principal alvo das FDI, segundo informações do The Jerusalem Post.
Na última terça-feira (26), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizou os planos militares para retomar o controle da cidade e ordenou a reabertura das negociações sobre os reféns, mas sob condições impostas por Israel. A decisão foi tomada após pressão de familiares das vítimas e alertas de autoridades de segurança sobre os riscos à vida dos sequestrados.
O Hamas ainda ameaçou divulgar nomes, fotografias e provas de óbito caso algum refém morra em consequência das ações militares israelenses.
Enquanto isso, Israel já convocou cerca de 60 mil reservistas para o que deve se tornar uma das maiores campanhas terrestres desde o início da guerra em outubro de 2023. As FDI declararam formalmente Gaza como zona de combate, impondo pausas humanitárias apenas no centro e no sul do território, mas não no norte, onde está a capital da Faixa.
No mesmo dia do anúncio do Hamas, forças israelenses e o serviço secreto Shin Bet localizaram o corpo de Ilan Weiss, sequestrado em 7 de outubro no kibutz Be’eri. Restos mortais que podem pertencer a outro refém também foram encontrados e estão em análise forense.