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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
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Notícias / Política

Governo Lula quer criminalizar aumento abusivo de preços de combustíveis

Projeto prevê prisão de até cinco anos e amplia poder de fiscalização da ANP

Governo Lula quer criminalizar aumento abusivo de preços de combustíveis
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara o envio ao Congresso de um projeto de lei que transforma o aumento injustificado de preços e a restrição deliberada de oferta em crimes contra a economia popular.

A proposta, elaborada por diferentes ministérios, tramitará em regime de urgência e tem como foco principal o setor de combustíveis.

Penas mais duras para práticas consideradas abusivas

O texto prevê que condutas como:

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Leia Também:

  • elevação artificial de preços
  • retenção de estoques para gerar escassez

passem a ser enquadradas como crime, com penas de dois a cinco anos de detenção.

O secretário do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, explicou o objetivo da medida:

“Haverá agravamento de penas e medidas de sanção quando se verificar o aumento abusivo de preços de combustíveis ou a manipulação de estoques, a restrição de estoques para gerar artificialmente escassez de produtos.”

Segundo ele, a intenção é evitar que a população seja prejudicada por esse tipo de prática.

ANP terá novos poderes de fiscalização

A proposta vem acompanhada de uma medida provisória que amplia a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Atualmente, a agência pode aplicar multas. Com a mudança, também poderá:

  • interditar postos e distribuidoras
  • agir diretamente em casos considerados graves

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, detalhou:

“A ANP passará a poder, por exemplo, interditar os estabelecimentos. Ela tinha o poder apenas de multar. Com a medida provisória, ela vai poder interditar em caso de flagrante gravidade.”

Mudança de postura do governo

O pacote representa uma tentativa de endurecer a regulação sobre o mercado de combustíveis, especialmente em situações em que o governo avalia que não há justificativa econômica para aumentos de preços.

Próximos passos

O projeto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Caso aprovado, seguirá para sanção presidencial antes de entrar em vigor.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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